Entrevistadores: Dedé Roriz & Odir Ribeiro
Convidada: Renata D’Aguiar (Sub-Secretária de Políticas para Mulheres do GDF / 1ª Suplente de Deputada Distrital / Auditora Federal de Finanças e Controle / Fundadora @reciclando_futuro)
Subsecretária de Políticas para Mulheres do Governo do Distrito Federal, primeira suplente de deputada distrital e defensora histórica do terceiro setor, Renata D’Aguiar construiu sua trajetória pública a partir do trabalho social com catadores, mulheres em vulnerabilidade e comunidades periféricas do DF.
Em conversa com os comunicadores Dedé Roriz e Odir Ribeiro, no podcast Política do Bem, ela falou sobre autonomia econômica feminina, qualificação profissional, maternidade, bastidores da política e os caminhos que estuda para as eleições de 2026.
Dedé Roriz: Renata, há quanto tempo você está na subsecretaria e qual é a missão do seu trabalho hoje?
Renata D’Aguiar:
Estou há cerca de um ano e meio efetivamente na função, descontando o período de licença-maternidade. Para mim é muito especial, porque sempre quis atuar na área fim, lidando diretamente com pessoas. A promoção das mulheres é ampla: envolve autonomia econômica, saúde mental, autoestima e geração de oportunidades reais.
Odir Ribeiro: Quando você fala em promoção das mulheres, o que isso significa na prática?
Renata:
Significa independência. A gente capacita mulheres tanto para o mercado formal quanto para o empreendedorismo. Temos cursos na área da beleza, cuidador de idosos, qualificação profissional e parcerias que ajudam essas mulheres a gerar renda rapidamente.
Muitas começam atendendo em casa e depois abrem o próprio negócio. Isso transforma vidas.
Dedé: O trabalho da secretaria é só para vítimas de violência?
Renata:
Não. Esse é um equívoco comum. Atendemos toda mulher em situação de vulnerabilidade. Claro que temos políticas específicas para vítimas de violência, inclusive com parcerias que priorizam vagas de emprego para elas. Mas o nosso foco é mais amplo: autonomia, dignidade e oportunidade.
Odir: Como nasceu sua atuação social? Você poderia ter seguido só sua carreira de auditora, né?
Renata:
Poderia, sim. Mas desde pequena minha mãe me ensinou algo que carrego para a vida:
“Quanto mais abençoada é uma pessoa, maior é a sua responsabilidade social.”
Quando cheguei a Brasília, fui procurar projetos sociais e acabei trabalhando com catadores no lixão. Ali eu entendi o que era vulnerabilidade de verdade. Isso mudou minha vida.
Dedé: E quando a política entrou na sua história?
Renata:
Foi natural. Meu trabalho social cresceu, formalizamos o instituto, e as pessoas começaram a pedir representação política. Meu marido, Fábio, me incentivou muito. Em 2018 fui candidata pela primeira vez e tive quase 4 mil votos. Em 2022, passei de 11 mil. Foi uma construção tijolinho por tijolinho.
Odir: Sua votação foi bem espalhada. Você tem uma base eleitoral específica?
Renata:
Minha votação é pulverizada, porque atuo com mulheres e inclusão social no DF inteiro. Mas Ceilândia, Guará, Samambaia e Taguatinga tiveram destaque. Onde tem vulnerabilidade, a gente está presente.
Dedé: Se você assumisse hoje como deputada distrital, qual seria seu primeiro projeto?
Renata:
Sem dúvida, criaria um fundo permanente para o terceiro setor.
Instituições sérias sobrevivem com muita dificuldade. Precisamos de recursos com menos burocracia, teto menor para contemplar mais entidades e segurança jurídica para execução de emendas. O terceiro setor é um braço essencial do Estado.
Odir: Você virou mãe recentemente. Como conciliar maternidade e política?
Renata:
A maternidade muda tudo. A gente sente na pele as dificuldades. Por isso defendo tanto políticas de cuidado: creches, apoio às mães, estrutura para que elas possam trabalhar com segurança.
Hoje o cuidar é trabalho, mesmo quando não é remunerado. E precisa ser valorizado.
Dedé: Você fala muito de parceria entre homens e mulheres, não de disputa. É proposital?
Renata:
Totalmente. Não acredito em guerra de gênero. Acredito em complemento.
Homens e mulheres têm características diferentes que fortalecem a sociedade. Precisamos ocupar espaços, sim, mas com diálogo e construção conjunta.
Odir: E fora da política, como você desestressa?
Renata (rindo):
Bit tênis! É meu momento de extravasar. Esporte democrático, você aprende rápido. E eu sempre fui determinada — chego cedo, fico na rede, treino. É assim na vida também: constância e trabalho.
Dedé: Já decidiu o partido para 2026?
Renata:
Ainda estou avaliando com calma, conversando com o grupo político e pensando no melhor caminho coletivo. Mas uma coisa é certa: vocês serão os primeiros a saber.
Com discurso firme, pé no chão e forte ligação com as comunidades, Renata D’Aguiar representa uma nova geração de lideranças femininas no Distrito Federal: técnica, social e pragmática.
Se o futuro reserva uma cadeira na Câmara Legislativa, como dizem seus apoiadores, o foco já está definido — mulheres fortes, terceiro setor valorizado e políticas públicas que saiam do papel e cheguem à ponta.
📣 Política do Bem: https://www.instagram.com/portalpoliticadobem/
🎙️ Dedé Roriz: https://www.instagram.com/dederoriz/
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🛎️ Convidada: Renata D’Aguiar – https://www.instagram.com/renatadaguiardf/
✨ Camila Pasquarelli: https://www.instagram.com/pasquarelli.psi/
📺 PODCAST COMPLETO: https://www.youtube.com/watch?v=3X63d9zWSPY&list=PL8Pg7NbBsbaOqhNzAEQ-QC0vgISgE__9o&index=22










