Restaurantes comunitários, desafios da gestão e futuro político: Ana Paula Marra fala sobre reformas, fome zero e convites para 2026

Entrevista

Dedé Roriz & Odir Ribeiro: Secretária, o fechamento de alguns restaurantes comunitários preocupou a população. O que aconteceu?

Ana Paula Marra: Restaurante comunitário não pode fechar, isso é uma prioridade nossa. Mas muitos estavam sem manutenção há 20, 30 anos. A Vigilância Sanitária interditou unidades como Planaltina e São Sebastião por questões estruturais. Não é falta de gestão, é necessidade de reforma. A gente precisa garantir segurança alimentar com qualidade.


Vocês já têm solução para quem depende dessas unidades?

Ana Paula: Sim. Estamos montando uma força-tarefa. Enquanto as obras acontecem, vamos disponibilizar transporte para levar os usuários ao restaurante mais próximo. Também aceleramos a licitação para retomar o serviço o mais rápido possível. Nosso objetivo é resolver em cerca de 30 dias.


Quantos restaurantes existem hoje no DF?

Ana Paula: São 18 unidades funcionando. Quatro foram inauguradas na nossa gestão e já temos licitações para novas unidades em Ceilândia, Arapoanga e Porto Rico. A meta é chegar a 21 restaurantes.


Houve ampliação no atendimento, certo?

Ana Paula: Sim, e isso é motivo de orgulho. Antes eram cerca de 6 milhões de refeições por ano. Agora passamos de 15 milhões. Muitos restaurantes oferecem café da manhã, almoço e jantar, inclusive aos domingos e feriados. Isso impacta diretamente na redução da fome.


Durante a pandemia surgiu o Cartão Prato Cheio. Qual o tamanho do programa hoje?

Ana Paula: Hoje atendemos mais de 115 mil famílias e vamos chegar a 130 mil. Nunca houve um programa social dessa dimensão no DF. Foi uma resposta emergencial que virou política pública permanente.


A gestão social acabou projetando seu nome politicamente. A senhora tem recebido convites de partidos?

Ana Paula: Tenho conversado com vários partidos, sim. Mas política é grupo. Meu grupo é o governador Ibaneis. Qualquer decisão será construída com ele e com a Mayara. Sozinha eu não decido nada.


Quais partidos já procuraram você?

Ana Paula: Conversei com o MDB, União Brasil, Podemos, PSDB, Republicanos e outros. Todos são caminhos possíveis. Mas ainda é cedo. Minha prioridade agora é entregar resultado na secretaria.


Se for candidata, você deixa o cargo quando?

Ana Paula: Caso eu dispute, preciso me desincompatibilizar em abril. Mas hoje estou 100% focada na gestão. Quero sair da secretaria com a mesma credibilidade com que entrei.


Como é sua relação com a primeira-dama Mayara Noronha?

Ana Paula: Muito próxima. Trabalhamos juntas há anos. Ela é simples, forte e muito comprometida com a área social. Nossa gestão sempre foi em parceria.


Mensagem final para a população que depende dos restaurantes comunitários?

Ana Paula: Peço compreensão. Ninguém vai ficar desassistido. Estamos correndo contra o tempo para reabrir tudo o mais rápido possível. Combater a fome é prioridade absoluta.


Entre reformas emergenciais, ampliação histórica de refeições e articulações políticas para 2026, Ana Paula Marra consolida seu nome como um dos principais quadros da área social do DF. Enquanto o futuro eleitoral ainda está em aberto, a secretária reforça que a prioridade imediata segue a mesma: garantir comida no prato de quem mais precisa.

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