O deputado federal Nikolas Ferreira se pronunciou publicamente sobre acusações que tentam vinculá-lo ao chamado caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Em tom firme, o parlamentar negou qualquer irregularidade e classificou as alegações como uma tentativa de desgaste político em ano eleitoral.
Abaixo, segue os pontos rebatidos pelo Deputado Federal:
1. Contrato de R$ 129 milhões com escritório de advocacia
Nikolas afirma que não firmou contrato de 129 milhões com o Banco Master. Na fala, ele menciona que, nesse caso, a referência seria à “mulher do Moraes”, e não a ele.
2. Suposta reunião secreta
Ele nega ter tido encontro secreto em sua casa. Na argumentação apresentada, menciona Lula e Morais, sugerindo que acusações semelhantes teriam sido direcionadas a outras figuras políticas.
(No final do ano passado, o ministro Dias Toffoli voou num jatinho de um empresário para Lima, no Peru, para assistir à final da Copa Libertadores, na companhia do advogado de um ex-diretor do Banco Master).
3. Alegação de contrato de R$ 5 milhões
Nikolas afirma que não recebeu contrato de 5 milhões do Banco Master. Segundo ele, na narrativa citada, o valor estaria ligado a um “ministro do Lula”, e não à sua pessoa.
(O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master).
4. Financiamento de eventos
Nikolas esclareceu que participou, há cerca de quatro anos, de um evento chamado “Juventude pelo Brasil”. Segundo ele:
- Foi convidado como participante;
- Não organizou a logística;
- Não contratou transporte;
- Não firmou contrato com fornecedores.
Ele afirmou que a empresa responsável pela logística possuía diversos sócios, entre eles Daniel Vorcaro, mas que ele não tinha conhecimento ou relação direta com a estrutura societária.
5. Comparação com responsabilidade futura
O parlamentar argumentou que não pode ser responsabilizado por atos futuros de terceiros. Ele utilizou analogias, como:
- Passageiro de Uber não responde por crime futuro do motorista;
- Palestrante não responde por eventual crime cometido por dono de empresa aérea;
- Jogador de futebol não pode ser responsabilizado por problemas futuros de investidor do clube.
Ele citou, inclusive, que Vorcaro tinha participação em investimentos no Clube Atlético Mineiro, sugerindo que a lógica aplicada contra ele poderia atingir outras figuras públicas.
6. Assinatura da CPMI
Nikolas afirmou que assinou pedido de investigação (CPMI) relacionada ao caso. Segundo ele, partidos de esquerda — como PT, PSOL, PCdoB e PV — não teriam assinado o requerimento.
7. Tentativa de associação religiosa
Ele também rebateu tentativas de vinculá-lo a lideranças religiosas específicas, mencionando a Igreja Batista da Lagoinha e o pastor Andre Valadao. Nikolas declarou que não é membro da Lagoinha e que frequenta a igreja onde seu pai é pastor, Sr. Edésio de Oliveira. A igreja está localizada na comunidade Cabana do Pai Tomás, na zona oeste de Belo Horizonte — região conhecida por ser o local onde o deputado nasceu e cresceu.
8. Crítica à “narrativa eleitoral”
O deputado atribuiu as acusações ao contexto eleitoral, afirmando que adversários tentam desgastá-lo politicamente.
9. Ataques à mídia e à esquerda
Nikolas argumentou que, na ausência de provas contra ele, opositores tentariam associá-lo indiretamente a terceiros. Também criticou o que classificou como tentativa de “regular a internet” para limitar a defesa pública de pessoas acusadas.
10. Defesa da própria imagem
Por fim, reforçou que não responde a investigação criminal relacionada ao caso e que mantém sua posição de que não há qualquer ilegalidade em sua conduta.
O discurso do deputado sustenta que as acusações partem de associações indiretas e de responsabilidade por atos de terceiros, sem comprovação de envolvimento direto. Na avaliação apresentada por ele, a tentativa de vinculá-lo ao caso acabou produzindo efeito contrário: ao não apresentar prova concreta de irregularidade pessoal, a ofensiva teria sido percebida por seus apoiadores como uma narrativa frágil.
Dentro dessa perspectiva, o episódio pode ser interpretado como um movimento político que, ao tentar desgastar sua imagem sem evidências diretas, acabou fortalecendo seu discurso de perseguição — configurando, segundo sua leitura e de seus aliados, um “tiro no pé” da esquerda ao sustentar uma acusação considerada por eles uma inverdade tola.
Por fim, acusar alguém com base em atos futuros de terceiros ou responsabilizá-lo simplesmente por ter contratado um serviço, utilizado um equipamento ou participado de um evento sem qualquer conhecimento prévio sobre a eventual ficha criminal de um dos envolvidos é uma distorção perigosa do princípio da responsabilidade individual. Não cabe a quem contrata um transporte, aluga um espaço ou aceita um convite investigar a vida pregressa de cada sócio, fornecedor ou prestador de serviço, sobretudo quando não há, à época, qualquer indício público de irregularidade. Exigir esse nível de presciência equivaleria a impor uma obrigação impossível e irrazoável, transferindo a terceiros uma culpa que, em um Estado de Direito, deve ser sempre pessoal, comprovada e baseada em fatos concretos — não em suposições retroativas.
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