(Imagem gerada por inteligência artificial)
Avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
Uma nova rodada da pesquisa Atlas Intel intensificou o debate político ao indicar uma mudança no cenário eleitoral. Segundo os dados mais recentes, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno.
O levantamento aponta uma virada ao longo dos últimos meses. Em janeiro, Lula liderava com cerca de cinco pontos de vantagem. Em fevereiro, houve empate técnico. Já na pesquisa mais recente, Flávio aparece com 47,6% contra 46,6% do presidente.
Apesar da margem de erro indicar um cenário ainda equilibrado, a tendência de crescimento do senador e queda do presidente tem chamado atenção de analistas e atores políticos.
Tendência preocupa aliados do governo
Especialistas ouvidos pela própria pesquisa destacam que o dado mais relevante não é apenas o resultado atual, mas a trajetória dos números.
A leitura predominante é de que há uma consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro, impulsionada principalmente pela base do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, o governo Lula enfrenta desgaste em diferentes frentes, o que impacta diretamente sua avaliação.

(Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Edson Dantas / Agência O Globo)
Fatores que explicam o desgaste de Lula
Entre os elementos apontados como responsáveis pela queda do presidente, estão:
- Sequência de notícias negativas envolvendo o governo;
- Escândalos de natureza econômica e institucional;
- Percepção pública de proximidade com o Supremo Tribunal Federal;
- Dificuldades na economia, especialmente no custo de vida.
Casos como o escândalo do INSS e questões relacionadas ao Banco Master são citados como exemplos de episódios que afetam o humor do eleitorado, ainda que considerados complexos.
Analistas também destacam que, em momentos de crise, a população tende a responsabilizar diretamente o presidente, independentemente do grau de envolvimento.

(Crédito: Onze,com.br)
Reação de aliados: discurso e mobilização
A repercussão dos dados gerou reações intensas entre aliados do governo. O deputado André Janones, por exemplo, demonstrou preocupação com o cenário e defendeu maior mobilização da militância.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Janones alertou para o risco de derrota eleitoral caso a base governista não intensifique sua atuação política e comunicação.
A fala evidencia um clima de alerta dentro do campo governista diante do avanço do adversário.

(Janones e Lula em 2022. Crédito: @AndreJanones/Facebook)
Disputa narrativa nas redes sociais
Outro ponto destacado é o papel das redes sociais na formação da opinião pública.
Há a percepção de que a oposição mantém forte presença digital, explorando temas econômicos e crises recentes para influenciar o debate. Por outro lado, aliados do governo discutem estratégias para ampliar sua atuação online e conter o avanço adversário.
Jair Bolsonaro
- Instagram (@jairmessiasbolsonaro): 27 milhões de seguidores;
- Facebook: 14,8 milhões;
- X (Twitter) (@jairbolsonaro): cerca de 13,5 a 14 milhões (estimativa baseada em dados recentes);
- Total aproximado nas principais redes (Instagram + Facebook + X + YouTube + TikTok): cerca de 70–74 milhões (levantamentos recentes apontam 73,7 milhões).
Lula (Luiz Inácio Lula da Silva)
- Instagram (@lulaoficial): 15 milhões de seguidores;
- X (Twitter) (@LulaOficial): 10,1 milhões;
- Facebook: 6,1 milhões;
- TikTok: 5,3 milhões;
- Total aproximado (soma das principais redes): cerca de 37–40 milhões (dados de março 2026 indicam em torno de 37,6 milhões).
Flávio Bolsonaro
- Instagram: 8,2 milhões;
- X (Twitter): 3,6 milhões;
- Facebook: 3,2 milhões;
- Total aproximado (principais redes): cerca de 17–20 milhões.
Flávio tem crescido bastante em 2025/2026 (foi um dos que mais ganhou seguidores percentualmente), mas ainda fica bem atrás do pai e de Lula no total absoluto.
Bolsonaro continua sendo o político brasileiro com maior alcance total nas redes sociais.

(Créditos: Instagram)
Economia e impacto no eleitorado
A situação econômica aparece como fator central na mudança de humor da população.
Apesar de indicadores oficiais apontarem controle da inflação, há uma percepção disseminada de aumento no custo de vida, especialmente em itens essenciais como alimentos.
Especialistas explicam que medidas como aumento da taxa de juros podem conter a inflação em setores específicos, mas têm efeito limitado sobre produtos de consumo básico, o que afeta diretamente a população.

(Fonte: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/precos-e-defesa-da-concorrencia/precos/sintese-semanal-do-comportamento-dos-precos-dos-combustiveis)
Relação com o STF entra no debate
A relação entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal também surge como elemento relevante na percepção pública.
Segundo análises citadas, críticas ao STF podem acabar sendo associadas ao presidente, contribuindo para desgaste político e perda de confiança de parte do eleitorado.

(Na imagem: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em 2018 na abertura do seminário AGU 25 anos.
Vorcaro pagou degustação de whisky com Moraes, Gonet, Toffoli e diretor da PF: https://jovempan.com.br/noticias/politica/vorcaro-pagou-degustacao-de-whisky-com-moraes-gonet-toffoli-e-diretor-da-pf.html)
Caso Banco Master e percepção pública
A pesquisa também abordou a percepção da população sobre o envolvimento político em supostos esquemas financeiros.
De acordo com os dados:
- 40% acreditam que aliados de Lula estão mais envolvidos;
- 28% apontam aliados de Bolsonaro;
- 15% consideram ambos igualmente envolvidos.
O resultado indica um impacto negativo maior para o governo na percepção pública sobre o tema.
Cenário aberto e polarizado
O conjunto dos fatores revela um cenário eleitoral em transformação, marcado por forte polarização e disputa narrativa.
Embora ainda haja equilíbrio técnico, a tendência captada pelas pesquisas sugere um momento de vantagem para Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que o governo enfrenta desafios políticos e econômicos relevantes.
A evolução desse quadro dependerá, sobretudo, da capacidade dos grupos políticos de responder às demandas do eleitorado e reverter percepções negativas nos próximos meses.
📍 Referências:
▶️ https://www.em.com.br/politica/2026/0…
▶️ https://x.com/Metropoles/status/20368…
▶️ https://www.cartacapital.com.br/polit…
▶️ https://www.cnnbrasil.com.br/politica…
▶️ https://www.poder360.com.br/poder-eco…
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