(Bolsonaro em frente à sua residência, em Brasília. Imagem editada, inspirada na foto original de Brenno Carvalho/OGLOBO do dia 27/08/2025)
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27/3), após quase duas semanas internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. Logo após deixar a unidade de saúde, Bolsonaro seguiu diretamente para sua residência, onde passará a cumprir prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Alta médica e estado de saúde
A alta foi confirmada pela equipe médica responsável, liderada pelo médico Brasil Caiado, que destacou uma evolução clínica considerada positiva nos últimos dias de internação. Segundo ele, o ex-presidente apresentou estabilidade, sem intercorrências, e já iniciou a transição para medicação via oral, adequada para continuidade do tratamento em casa.
Além disso, Bolsonaro deverá iniciar um processo de reabilitação que inclui fisioterapia motora e respiratória, além de acompanhamento nutricional e médico contínuo. O objetivo é garantir uma recuperação completa, com atenção especial ao quadro pulmonar e à condição geral de saúde.

(O cardiologista Brasil Caiado e o cirurgião Claudio Birolini durante entrevista coletiva para falar sobre situação médica do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado após fazer cirurgia. Imagem de 07 de janeiro de 2026 | Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil)
Transferência para prisão domiciliar
Após a alta, Bolsonaro foi acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro até sua residência no condomínio Solar de Brasília. Ele chegou ao local por volta das 10h22, utilizando um colete à prova de balas da Polícia Militar.
A mudança para o regime domiciliar ocorre após autorização do ministro Alexandre de Moraes, que atendeu a um pedido da defesa com base em razões humanitárias, especialmente relacionadas ao estado de saúde do ex-presidente.

(Imagem de hoje, 27 de março de 2026, pela manhã, mostra o momento em que Bolsonaro chega à sua residência.
Foto: Vinícius Schmidt /METRÓPOLES @vinicius.foto)
Decisão do STF e parecer da PGR
A concessão da prisão domiciliar foi fundamentada em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet.
No documento, Gonet destacou que a condição de saúde de Bolsonaro exige monitoramento constante, o que seria mais adequado no ambiente domiciliar do que no sistema prisional. Ele também ressaltou que é dever do Estado preservar a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia.
A decisão estabelece um prazo inicial de 90 dias para o cumprimento da prisão domiciliar, período que poderá ser reavaliado conforme a evolução do quadro clínico.
Uso de tornozeleira eletrônica e medidas cautelares
Entre as medidas impostas pelo STF está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, já instalada no momento da chegada à residência. O dispositivo permitirá o monitoramento contínuo do ex-presidente durante o período da prisão domiciliar.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes determinou restrições rigorosas quanto à presença de pessoas na residência. A justificativa principal é evitar riscos de infecção, especialmente diante da recente condição de saúde de Bolsonaro.

(Policiais monitoram casa de Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/O Globo – de 27/08/2025)
Regras de convivência e restrições
Atualmente, estão autorizadas a permanecer na residência apenas pessoas que já convivem com o ex-presidente: Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.
A limitação de visitas faz parte das medidas sanitárias e cautelares impostas pela Justiça, visando tanto a preservação da saúde do ex-presidente quanto o cumprimento adequado das condições da prisão domiciliar.

(Michelle Bolsonaro com as filhas: Laura Bolsonaro — à esquerda — e Letícia Firmino — à direita —, enteada de Bolsonaro)
Contexto da condenação
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. Antes da internação, ele estava detido na unidade conhecida como “Papudinha”, em Brasília.
Com a decisão do STF, o ex-presidente não retornará ao sistema prisional neste momento, permanecendo sob custódia em sua residência, sujeito às regras impostas pela Justiça.
Próximos passos
Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro será acompanhado por equipes médicas especializadas, com foco na recuperação total de sua saúde.
Ao fim dos 90 dias, a situação deverá ser reavaliada pelas autoridades judiciais, que poderão manter, alterar ou revogar o regime atual.
A evolução clínica e o cumprimento das medidas cautelares serão fatores determinantes para qualquer decisão futura.
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