Desembargador aposentado revela convite de Michelle Bolsonaro, fala sobre apoios e coloca reforma do Judiciário no centro da campanha
Sebastião Coelho entrou na disputa pelo Senado disposto a permanecer até o fim. Em entrevista, o desembargador aposentado afirmou que não pretende recuar da candidatura pelo Novo, mesmo diante da reorganização da direita no Distrito Federal e das candidaturas apresentadas pelo PL.
Coelho conta que seu projeto começou antes das atuais definições partidárias. Filiado ao Novo desde junho de 2025, ele afirma ter comunicado pessoalmente a Jair Bolsonaro que pretendia disputar o Senado. Ao rebater a avaliação de que estaria dividindo a direita, foi direto:
“Quem decidiu lançar dois candidatos foi o PL. Eu não tenho responsabilidade com o PL.”
Convite de Michelle Bolsonaro
Um dos bastidores revelados na entrevista envolve Michelle Bolsonaro. Segundo Coelho, ela telefonou em 5 de agosto e o convidou para ser seu primeiro suplente.
A resposta foi negativa.
“Pelas razões que eu já te expliquei, em março deste ano, eu não posso aceitar o seu convite”, relatou.
Ele também disse ter recusado anteriormente convite semelhante de Bia Kicis.
Sem abandonar o campo político bolsonarista, Coelho afirma receber apoios de candidatos de diferentes legendas.
A campanha, segundo ele, começou com R$ 26 mil, reunindo recursos de vaquinha, dinheiro próprio e contribuição da filha, sem pessoas contratadas para trabalhar nas ruas.
Judiciário na mira
Mais do que a disputa eleitoral, Coelho aponta uma bandeira para um eventual mandato:
“A minha pauta principal realmente é a reforma do Poder Judiciário.”
Entre as mudanças defendidas estão mandato de até 15 anos para ministros do Supremo e alteração na forma de escolha dos integrantes da Corte.
Ele também promete direcionar integralmente suas emendas parlamentares para o Distrito Federal, com atenção à saúde, entidades sociais e pessoas com deficiência.
A candidatura tenta, assim, ocupar um espaço próprio dentro da direita: próximo ao bolsonarismo, mas sem aceitar o papel de coadjuvante. Como resumiu o próprio Coelho:
“Minha candidatura é ao Senado. Eu estou nesse projeto, não vou sair desse projeto.”
Nos bastidores da Capital
Com Dedé Roriz e Odir Ribeiro









