Michelle Bolsonaro senadora: posse em 1º/02/2027 e o que ela e Bia Kicis vão fazer

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Michelle Bolsonaro senadora: a ex-primeira-dama e a deputada federal Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas pelo Distrito Federal em 4 de outubro e tomam posse no Senado em 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura. Veja quantos votos tiveram, quem são os suplentes e o que prometem fazer.

Quantos votos Michelle Bolsonaro e Bia Kicis tiveram?

Segundo a Agência Senado, Michelle foi eleita com 29,1% dos votos válidos e Bia Kicis com 27,4%. Em números absolutos, foram 938.496 votos para Michelle e 886.616 para Bia, com 100% das seções apuradas. O resultado completo pode ser conferido no painel de resultados do TSE.

A petista Erika Kokay, que também disputava a vaga, ficou em quarto lugar, atrás de Leila do Vôlei (PDT).

Quando Michelle Bolsonaro toma posse como senadora?

A posse é em 1º de fevereiro de 2027, data em que a Constituição marca o início da sessão legislativa no primeiro ano da legislatura. O mandato de senador dura oito anos, ou seja, vai até 2035.

O DF terá bancada só de mulheres no Senado?

Sim. De acordo com a Agência Senado, é a primeira vez que duas candidatas são eleitas ao Senado na mesma eleição, e o DF será o primeiro ente com bancada totalmente feminina, já que a senadora Damares Alves (Republicanos) tem mandato até fevereiro de 2031.

O que Michelle Bolsonaro vai fazer no Senado?

Natural de Brasília, 44 anos, Michelle ocupa pela primeira vez um mandato eletivo. Como primeira-dama (2019–2022), presidiu o conselho do programa Pátria Voluntária e trabalhou pela comunidade surda e pela Libras. Na campanha, prometeu defender no Senado:

  • inclusão das pessoas com deficiência;
  • difusão da Libras;
  • apoio a pessoas com doenças raras;
  • voluntariado e assistência a pessoas vulneráveis.

Os suplentes de Michelle são Diego Torres (PL) e Cristian Viana (Podemos).

O que Bia Kicis vai fazer no Senado?

Bia Kicis, 65 anos, é deputada federal pelo DF desde 2019 e presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2020 e 2021. Antes, foi procuradora do DF e se aposentou como subprocuradora-geral em 2016. Na Câmara, seus projetos tratam de segurança pública, combate ao crime e verificação de idade para acesso a conteúdo sexual. Os suplentes são Samuel Kicis (PL) e Renato Figueiredo (PL).

Um exemplo do perfil dela: Bia votou “sim” ao projeto que obriga condenados por crime hediondo a cumprir 80% da pena em regime fechado. Veja como votou cada deputado do DF.

Michelle e Bia vão indicar secretários no GDF?

As duas fizeram campanha casada com a governadora reeleita Celina Leão (PP). Os nomes e pastas ainda estão em negociação. Saiba quais secretarias estão cotadas para indicações delas e quem é Celina Leão e o que ela promete.

Opinião

Opinião do Política do Bem: a eleição de duas senadoras de direita pelo DF mostra o recado do eleitor da capital contra o projeto do PT. Agora a cobrança é por trabalho: emendas que cheguem à saúde e à inclusão, e votos firmes por segurança pública no Senado.

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