🎙️ Entrevista – Política do Bem
Entrevistador: Dedé Roriz
Convidado: Alberto Fraga (Deputado Federal, Especialista em segurança pública e Coronel da reserva da PM-DF)
Com quase três décadas de vida pública, o deputado federal Alberto Fraga foi o convidado do podcast Política do Bem, apresentado por Dedé Roriz. Em uma entrevista franca e extensa, Fraga relembrou sua trajetória desde a Polícia Militar do Distrito Federal, passando pelo comando da Ceilândia, sua entrada na política, os mandatos no Congresso Nacional e a gestão como secretário de Transporte no governo Arruda.
Ao longo da conversa, o parlamentar abordou temas centrais do debate político atual, como segurança pública, uso de câmeras corporais em policiais, redução da maioridade penal, anistia, cenário eleitoral de 2026 no Distrito Federal e a possível volta de Arruda às urnas.
Com posições firmes e discurso pragmático, Fraga também avaliou seu futuro político, defendeu seu legado legislativo e reforçou a segurança como principal demanda da população brasiliense.
Dedé Roriz:
Deputado Alberto Fraga, o senhor tem quase 30 anos de vida pública. Gostaria que o senhor contasse um pouco da sua trajetória e da virada de chave da carreira militar para a política.
Alberto Fraga:
Minha trajetória começa na Polícia Militar do Distrito Federal. O governador Joaquim Roriz me convidou para comandar a Ceilândia, que na época era considerada a cidade mais violenta do DF. Com o trabalho da tropa, conseguimos reduzir drasticamente os índices de criminalidade. Em um único ano, apreendemos quase 3 mil armas de fogo, algo inédito até hoje.
A virada de chave ocorreu quando fui exonerado após me recusar a soltar o sobrinho de um administrador ligado ao PT. A população reagiu com um abaixo-assinado de 17 mil assinaturas pedindo minha permanência. Foi nesse contexto que o então deputado distrital Luís Estevão me incentivou a entrar na política. Em 1998, me candidatei a deputado federal e obtive mais de 23 mil votos, sendo a maioria da Ceilândia.
Dedé Roriz:
O senhor teve uma passagem marcante como secretário de Transporte no governo Arruda. Qual foi o legado desse período?
Alberto Fraga:
Eu me orgulho muito desse período. Mesmo sem ser da área técnica de transporte, tratei a pasta como um problema de gestão e segurança. Fui responsável por projetos estruturantes como a ampliação da EPTG, da EPIA, da DF-150, da Fercal e pela concepção do túnel de Taguatinga. Esses projetos aumentaram o sistema viário do DF em cerca de 40%. Se isso não tivesse sido feito, Brasília estaria literalmente parada hoje.
Dedé Roriz:
Com a possível mudança na Lei da Ficha Limpa, Arruda pode voltar ao cenário eleitoral. Qual sua avaliação?
Alberto Fraga:
Arruda foi, depois de Roriz, o melhor governador do Distrito Federal. As principais obras estruturais de Brasília começaram no governo dele. Se a lei for sancionada, ele estará apto a disputar qualquer cargo. Acredito que ele tem densidade eleitoral e pode ser um nome forte para o governo do DF em 2026.
Dedé Roriz:
Existe a possibilidade de uma terceira via conservadora no DF?
Alberto Fraga:
Sim. A direita não pode ficar refém de uma única candidatura. Há espaço para uma alternativa conservadora, com base sólida, experiência administrativa e compromisso com segurança pública. Tudo vai depender das composições partidárias e da leitura das pesquisas.
Dedé Roriz:
O senhor já declarou amizade de mais de 40 anos com Jair Bolsonaro. Por que nunca explorou politicamente essa relação?
Alberto Fraga:
Nossa amizade vem desde 1982, quando éramos tenentes. Sempre foi uma amizade sincera, sem interesse político. Nunca pedi apoio explícito nem usei isso como capital eleitoral. Talvez tenha sido um erro estratégico, mas sempre priorizei coerência e lealdade pessoal.
Dedé Roriz:
Segurança pública continua sendo sua principal bandeira. Qual sua posição sobre o uso de câmeras corporais em policiais?
Alberto Fraga:
Sou totalmente contra. Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Colocar câmeras no policial é uma declaração de desconfiança do Estado. O policial que comete abuso deve ser punido, mas hoje qualquer ação já é filmada por celulares. Governadores como Ronaldo Caiado não adotam esse modelo, e Goiás é referência nacional em segurança.
Dedé Roriz:
Quais leis aprovadas o senhor considera mais relevantes no seu mandato?
Alberto Fraga:
Tenho 15 leis aprovadas, o que é raro no Congresso. Entre elas:
- Inclusão do crime de sequestro-relâmpago no Código Penal
- Cadastro obrigatório de celular pré-pago
- Licença-maternidade para mães adotivas
- Lei do primeiro emprego nas forças auxiliares
- Classificação como crime hediondo o assassinato de policiais
- Projeto que exige cumprimento de 80% da pena para crimes graves antes de benefícios
Além disso, aprovei duas emendas constitucionais, incluindo a da Justiça Militar.
Dedé Roriz:
O senhor ainda defende a redução da maioridade penal?
Alberto Fraga:
Defendo o fim do critério puramente etário. O que deve ser analisado é o discernimento. Um jovem de 15 ou 16 anos que comete crime hediondo sabe perfeitamente o que está fazendo. Hoje, o crime organizado usa menores justamente por causa da impunidade.
Dedé Roriz:
Para encerrar, o senhor pretende disputar a reeleição em 2026?
Alberto Fraga:
Ainda estou avaliando. Se perceber que posso perder uma eleição proporcional, prefiro disputar o Executivo. Não quero encerrar minha vida pública com derrota. A política exige leitura de cenário, pragmatismo e coragem para decidir.
Dedé Roriz – Encerramento:
Deputado Alberto Fraga, agradeço pela entrevista franca, direta e esclarecedora. Tenho certeza de que o público pôde conhecer melhor sua história, seus posicionamentos e sua contribuição ao Distrito Federal.
📲 REDES SOCIAIS:
📣 Política do Bem: https://www.instagram.com/portalpoliticadobem/
🎙️ Dedé Roriz: https://www.instagram.com/dederoriz/
🛎️ Convidado: Alberto Fraga – https://www.instagram.com/dep_albertofraga/
✨ Camila Pasquarelli: https://www.instagram.com/pasquarelli.psi/
📺 PODCAST COMPLETO: https://youtu.be/repbsjJKuzU?si=nT2I8JlYUbykILKA










