Entrevistador: Dedé Roriz
Convidada: Giselle Ferreira (Secretária da Mulher do GDF)
No podcast Política do Bem, o jornalista Dedé Roriz recebeu a secretária Secretaria da Mulher do Distrito Federal, Gisele Ferreira, para uma conversa direta e esclarecedora sobre políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento e autonomia das mulheres no Distrito Federal.
Em destaque, o Agosto Lilás, os serviços de atendimento 24 horas, programas de capacitação profissional, apoio a órfãos do feminicídio e o papel do governo na prevenção da violência.
A secretária também falou sobre gestão, parcerias com o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão, além de reforçar que a pauta feminina deve unir toda a sociedade, acima de ideologias.
🎤 Entrevista
Dedé Roriz: Secretária, estamos no Agosto Lilás. O que esse mês representa para as mulheres do DF?
Gisele Ferreira: A proteção acontece o ano inteiro, de janeiro a janeiro. Mas agosto intensifica as campanhas porque é o mês de aniversário da Lei Maria da Penha. Levamos informação, orientação e canais de denúncia para toda a população. Prevenção é a nossa principal missão.
Dedé: Muita gente ainda não sabe onde buscar ajuda. Quais são os principais serviços disponíveis?
Gisele: Temos a Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas, além de centros de referência espalhados pelo DF. A mulher pode ligar 180 para orientação, 190 em emergências e 197 para denúncia anônima. Lá ela recebe atendimento psicológico, social e jurídico.
Dedé: A violência é só física?
Gisele: Não. Existe violência psicológica, patrimonial, moral, sexual e política. O feminicídio começa com pequenos sinais: controle, humilhação, isolamento. Por isso dizemos: acreditem nos sinais.
Dedé: A secretaria ampliou a rede de atendimento?
Gisele: Sim. Saímos de 14 para 31 equipamentos públicos. Descentralizamos os serviços para chegar mais perto das mulheres nas cidades.
Dedé: E para quem ainda não tem coragem de denunciar?
Gisele: Nossas casas também acolhem e orientam. Nem toda mulher chega registrando ocorrência. Muitas vêm primeiro conversar, entender se estão vivendo violência.
Dedé: Além da proteção, há políticas de autonomia financeira?
Gisele: Muitas. Oferecemos capacitações voltadas ao mercado de trabalho: beleza, cuidador de idosos, construção civil, elétrica, entre outras. Também temos o aluguel social específico para mulheres em vulnerabilidade e transporte gratuito para quem está em acompanhamento conosco.
Dedé: Um dos programas que mais chama atenção é o apoio aos órfãos do feminicídio. Como funciona?
Gisele: É uma das políticas mais sensíveis. Crianças que perdem a mãe recebem um salário mínimo até os 18 anos (ou 21, em vulnerabilidade), além de acompanhamento psicológico. É o mínimo que o Estado pode fazer.
Dedé: Fale sobre o projeto Cerrado Feminino.
Gisele: É uma loja colaborativa na Torre de TV. As mulheres que passam pelas capacitações podem vender seus produtos. É renda direta e valorização do empreendedorismo feminino.
Dedé: E o “Meninas em Ação”?
Gisele: Levamos estudantes de escolas públicas para conhecer a rotina de mulheres líderes — secretárias, empresárias, policiais. Queremos que elas saibam que podem ocupar qualquer espaço.
Dedé: A secretaria também trabalha com homens?
Gisele: Sim. Criamos o “Espaço Acolher”, com grupos reflexivos e orientação para homens. Não existe política de proteção à mulher sem envolver os homens na mudança de comportamento.
Dedé: Como é a relação com o Governo do DF?
Gisele: De parceria total. O orçamento da secretaria cresceu mais de 700% desde 2019. Isso mostra prioridade real. Política pública sem recurso não sai do papel.
Dedé: E politicamente, você pensa em ser candidata?
Gisele: Não. Minha missão é ajudar a fortalecer as políticas públicas e apoiar o projeto liderado pela vice-governadora Celina. Meu foco é gestão.
Dedé: Qual mensagem final para as mulheres?
Gisele: Não se calem. Procurem ajuda. Violência não é normal. Se salvarmos uma mulher, salvamos uma família inteira.
📌 Canais importantes
- 📞 180 – Central de Atendimento à Mulher
- 🚔 190 – Emergência policial
- 🕵️ 197 – Denúncia anônima
- Atendimento presencial: Casa da Mulher Brasileira (24h)
– Endereço: CNM 1, Bloco I, Lote 3– Ceilândia, Brasília – DF, 72215-110
– (61) 3373-1120
– (61) 98199-1146 (Whatsapp informação)
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🛎️ Convidada: Giselle Ferreira – https://www.instagram.com/giselleferreiradf/
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📺 PODCAST COMPLETO: https://youtu.be/0uemI1hA9nw?si=Hz9rpCf4uA0XCexa










