“Brasília vive o maior ciclo de obras e investimentos sociais da sua história”, afirma Zé Humberto, o Pezão

Dedé Roriz: Secretário, para quem não conhece, o que faz exatamente a Secretaria de Governo?

Zé Humberto:
A Secretaria de Governo é o eixo de coordenação do GDF. Cuidamos da articulação com as 35 administrações regionais, integramos os órgãos públicos, acompanhamos demandas das cidades e garantimos que o serviço chegue na porta do cidadão. Eu sempre digo: governo bom é o que funciona lá na ponta.


Odir Ribeiro: O senhor é visto como a porta de entrada do Palácio do Buriti. Deputados e administradores batem muito na sua porta?

Zé Humberto:
Batem sim (risos). Essa parte executiva, de resolver problemas práticos — asfalto, iluminação, limpeza, praças, equipamentos públicos — passa muito por nós. Nosso trabalho é integrar as secretarias para que a solução saia rápido.


Dedé: O GDF Presente virou marca do governo. Como nasceu esse programa?

Zé Humberto:
Começou como SOS-DF, ainda na transição. A cidade estava muito abandonada. Organizamos forças-tarefa para limpeza, tapa-buraco e manutenção. Deu tão certo que virou o GDF Presente. Hoje temos também o GDF nas Ruas, que cuida das obras estruturais maiores, como recapeamentos e reconstruções completas.


Odir: Quais são as demandas mais comuns das cidades?

Zé Humberto:
Infraestrutura básica: asfalto, iluminação, limpeza, drenagem, praças e parques. E tem um problema cultural sério que é o descarte irregular de lixo. Estamos ampliando fiscalização, multas, pontos de coleta e áreas de transbordo para combater isso.


Dedé: O primeiro mandato teve foco em quê? E o segundo?

Zé Humberto:
No primeiro, a prioridade foi organizar a casa, concluir obras paradas e criar projetos. Não havia praticamente nada na prateleira. Depois disso, começamos um ciclo forte de investimentos. No segundo mandato, estamos acelerando infraestrutura e ampliando políticas sociais.


Odir: Dá para dimensionar o volume de obras?

Zé Humberto:
Já passamos de 3.800 obras entre grandes, médias e pequenas. O investimento deve fechar perto de R$ 10 bilhões em oito anos. Viadutos, duplicações, hospitais, UPAs, creches, iluminação LED… é um volume histórico.


Dedé: E na saúde, que sempre é um gargalo?

Zé Humberto:
Saúde é acesso. Depois que a pessoa entra no sistema, o atendimento costuma ser bem avaliado. Ampliamos equipes de saúde da família, construímos e reformamos UPAs, UBSs, estamos fazendo novos hospitais e criando parcerias para cirurgias eletivas. Também temos 40% de atendimentos de pessoas de fora do DF, o que pressiona muito a rede.


Odir: O governo também ampliou muito a área social, certo?

Zé Humberto:
Muito. O orçamento social saiu de R$ 300 milhões para mais de R$ 1,3 bilhão. Criamos cartão gás, prato cheio, material escolar, cartão creche, ampliamos restaurantes comunitários e o Renova-DF para qualificação profissional. Não adianta só dar assistência, tem que gerar autonomia e emprego.


Dedé: Segurança pública apareceu como maior preocupação da população nas pesquisas. O governo também investiu nisso?

Zé Humberto:
Sim. Segurança, mobilidade e saúde são prioridades. Estamos modernizando estruturas, integrando forças e ampliando tecnologia. O cidadão precisa se sentir protegido.


Odir: Vamos falar de política. Como o senhor vê 2026?

Zé Humberto:
Nosso líder é o governador Ibaneis. O grupo está unido. A Celina é um excelente nome ao governo. Eu aceitei o convite para ser pré-candidato a deputado federal. Quero continuar servindo Brasília. Sou de time, gosto de trabalhar em grupo.


Dedé: De onde vem o apelido “Pezão”?

Zé Humberto:
Do futebol (risos). Sempre calcei 45, 46. Era difícil achar chuteira. O pessoal começou a brincar e pegou. Hoje todo mundo me chama assim.


Dedé: Para encerrar, qual mensagem o senhor deixa para a população?

Zé Humberto:
Gratidão. Nosso compromisso é servir. Renovar a cidade, cuidar das pessoas e preparar o futuro, principalmente com educação e tecnologia. Brasília merece.


Resumo do que o secretário destacou

  • Mais de 3.800 obras realizadas
  • Investimento próximo de R$ 10 bilhões
  • 13 novas UPAs e dezenas de UBSs
  • Hospitais do Recanto, São Sebastião, Guará e Oncológico em andamento
  • Orçamento social quadruplicado
  • Programas de qualificação profissional e geração de emprego
  • Fortalecimento de tecnologia, inovação e eventos