Canetas emagrecedoras: milagre ou ferramenta médica? Nutricionista explica riscos, benefícios e o que ninguém te conta

Entrevista |

Ingrid Pitman: As canetas emagrecedoras viraram febre. Você é a favor ou contra?

Thaís Lamas:
Sou a favor da tecnologia. A ciência evolui para ajudar as pessoas. Essas medicações são ferramentas excelentes, principalmente para quem tem obesidade como doença. O problema é achar que são mágicas. Elas ajudam, mas precisam de acompanhamento nutricional e mudança de hábitos.


Ingrid: Então não é milagre?

Thaís:
De jeito nenhum. Elas promovem o emagrecimento, mas não ensinam comportamento. Se a pessoa não aprende a comer melhor, dormir bem, fazer exercício, quando para o remédio engorda de novo. Igual qualquer dieta restritiva.


Ingrid: Para quem elas são indicadas?

Thaís:
Principalmente para quem tem obesidade, resistência à insulina, inflamação, lipedema ou está na fila da bariátrica. Tenho pacientes que saíram da fila de cirurgia porque perderam 30, 40, 50 kg com acompanhamento.


Ingrid: E quais os riscos do uso sem orientação?

Thaís:
Muitos. O maior é a sarcopenia, que é perda muscular. A pessoa emagrece, mas perde músculo e osso também. Fica fraca, com risco de osteoporose.
Vejo pacientes desidratados, sem proteína, usando doses altíssimas, passando mal. Isso é mau uso.


Ingrid: Muita gente compra por conta própria…

Thaís:
Esse é o perigo. Doses erradas, sem dieta, sem hidratação. A pessoa acha que é só aplicar e pronto. Não é.
Sem acompanhamento, vira um tiro no pé.


Ingrid: Essas canetas foram criadas para diabetes, certo?

Thaís:
As primeiras sim. Depois perceberam que o emagrecimento controlava o diabetes. Hoje já existem versões específicas para obesidade, com mecanismos mais potentes.


Ingrid: O que elas fazem no cérebro?

Thaís:
Elas reduzem o que chamamos de food noise, aquela obsessão por comida. A fome emocional diminui. A pessoa para de pensar em comida o tempo todo. Isso ajuda muito no controle da compulsão.


Ingrid: Mas mesmo assim precisa mudar rotina?

Thaís:
Totalmente.
Criar horários, treinar, dormir melhor, organizar refeições. O remédio facilita, mas quem emagrece é a pessoa.


Ingrid: Você comentou muito sobre perda muscular. Como evitar?

Thaís:
Com três pilares:

  • dieta calculada em proteína
  • treino de força
  • peptídeos específicos para preservação e ganho muscular

Ingrid: Fala pra gente sobre esses peptídeos.

Thaís:
Eles ajudam a direcionar a proteína para o músculo. É como se fosse um “transportador”.
Para quem não consegue treinar pesado ou já perdeu massa muscular, é excelente. Acelera recuperação e hipertrofia.


Ingrid: Então dá para emagrecer e manter músculo?

Thaís:
Dá sim — quando feito direito.
Tenho pacientes de 50 anos que emagreceram 30 kg e estão com corpo firme, forte, bonito. Não é para ficar magra e doente, é para ficar saudável.


Ingrid: E quem acha que nutricionista é contra remédio?

Thaís:
Isso é preconceito.
A gente usa celular, luz elétrica, tecnologia para tudo… mas não pode usar medicamento para tratar obesidade?
Se existe algo que reduz risco de diabetes, pressão alta, gordura no fígado e inflamação, por que não usar com segurança?


Ingrid: Pode usar para sempre?

Thaís:
Não é o ideal.
É tratamento, não muleta. Tem começo, meio e fim. Depois fazemos a retirada gradual, para o cérebro se adaptar.


Ingrid: Qual seu recado final?

Thaís:
Tecnologia não é vilã. Falta de orientação é.
Se for usar, use com médico e nutricionista. Com acompanhamento, os resultados são incríveis. Sem isso, pode prejudicar sua saúde.


Serviço

Thaís Lamas – Nutricionista
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Clínica Janice Lamas
Telefone: (61) 3213-5161

Ingrid Pitman
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