Do bronze ao império cor-de-rosa: a história de superação e sucesso de Naila Milainy, fundadora da Mansão SPA Pink

Entrevista | Ingrid Pitman conversa com Naila Milainy

Ingrid Pitman: Naila, quero começar do começo. Como você entrou na área da estética?

Naila Milainy: Eu sou formada em Administração e sempre gostei de bronzeamento. Um dia agendei um bronze, fui mal atendida, tive queimadura de segundo grau e saí de lá muito chateada. Aí pensei: “Vou fazer meu próprio curso e nunca mais passar por isso”. Fiz o curso em Goiânia e comecei fazendo em mim mesma.


Ingrid: E quando virou profissão?

Naila: Eu trabalhava de carteira assinada, mas nos fins de semana bronzeava minhas amigas em casa. Percebi que ganhava mais no extra do que no emprego fixo. Aí larguei a CLT e mergulhei de vez no bronzeamento. Foi a melhor decisão da minha vida.


Ingrid: Você começou em Luziânia, certo?

Naila: Isso. Cresci muito rápido lá. Fiquei conhecida como “a menina do carro rosa”, porque envelopava meu carro todo de pink. Mas a concorrência começou a desvalorizar o serviço, cobrando muito barato. Eu não quis baixar meu padrão. Então decidi vir para Brasília.


Ingrid: Essa mudança foi fácil?

Naila: Não. Meu ex-marido não apoiava. Falava que Brasília era caro. Acabei me separando, juntei dinheiro por um ano e vim sozinha. Abri meu primeiro espaço na Vila Planalto.


Ingrid: E como surgiu a Mansão SPA Pink?

Naila: Depois de crescer bastante, percebi que queria independência. Fiz um curso de empreendedorismo e criei coragem. Aluguei uma mansão enorme no Lago Sul, com 35 cômodos. Todo mundo achou loucura. Hoje moro em cima e trabalho embaixo. Virou a Mansão SPA Pink.


Ingrid: Por que tudo rosa?

Naila: Virou minha marca. Meu público é feminino, então o rosa representa autoestima, cuidado, acolhimento. As clientes se sentem num universo só delas.


Ingrid: O carro-chefe ainda é o bronze?

Naila: Sim. O bronze dá resultado instantâneo. Define o corpo, disfarça imperfeições e levanta a autoestima na hora. Temos bronze de sol, cabine, gelado (maquiagem corporal) e protocolos personalizados para cada tipo de pele.


Ingrid: Existe risco para a pele?

Naila: Tudo em excesso faz mal. Seguimos tempo e protocolos específicos para cada cliente. A prioridade é sempre saúde da pele. Nada de exageros.


Ingrid: Além do bronze, quais serviços vocês oferecem?

Naila: Camuflagem de estrias, cicatrizes, manchas, vitiligo, micropigmentação de auréola, camuflagem de olheiras, massagem, manicure, pedicure, cabelo, empina bumbum, entre outros. A ideia é resolver tudo em um só lugar.


Ingrid: A camuflagem estética virou tendência. Como funciona?

Naila: Pigmentamos estrias ou cicatrizes na cor da pele da pessoa, estimulando colágeno. A área fica uniforme e quase imperceptível. São cerca de três sessões e dura de dois a três anos.


Ingrid: Quantas pessoas trabalham com você hoje?

Naila: Somos sete profissionais. Eu mesma treino todas. Faço questão do padrão de qualidade e do atendimento humanizado.


Ingrid: Quais os próximos planos?

Naila: Quero abrir uma filial no Rio de Janeiro, lançar cursos online e criar meu próprio produto: um protetor solar com brilho, que já deixa a pele dourada e iluminada.


Ingrid: Que mensagem você deixa para outras mulheres que querem empreender?

Naila: Não espere apoio de todo mundo. Acredite em você. Se tem um sonho, tenta. O “não” você já tem. Eu fui sozinha, com medo, e deu certo. Crescer dói, mas vale muito a pena.


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