O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4) durante uma nova etapa das investigações relacionadas ao colapso da instituição financeira. A ação faz parte do aprofundamento das apurações que investigam possíveis crimes financeiros e atuação de organização criminosa envolvendo o banco.
De acordo com investigadores, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e contam com apoio técnico do Banco Central.
Suspeitas investigadas
A nova fase da investigação busca esclarecer indícios de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de sistemas informáticos, que teriam sido praticados no contexto de um esquema envolvendo executivos e colaboradores ligados ao banco.
Além de Vorcaro, outros alvos foram atingidos pela operação. Entre eles está um ex-diretor do Banco Central, que, segundo a decisão judicial, teria prestado consultoria informal ao empresário. As autoridades buscam entender se essas relações contribuíram para facilitar operações suspeitas no sistema financeiro.
Caso Banco Master
O caso ganhou repercussão nacional após a deflagração da Operação Compliance Zero, que revelou suspeitas de irregularidades na emissão e negociação de ativos financeiros sem lastro suficiente. Segundo investigadores, teriam sido criadas carteiras de crédito inexistentes que eram utilizadas para sustentar operações financeiras e captar recursos no mercado.
As suspeitas levaram o Banco Central a decretar, em 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master, alegando deterioração financeira e violações às normas do sistema bancário. A decisão marcou um dos episódios mais graves já registrados no setor financeiro brasileiro nos últimos anos.
Investigação continua
A Polícia Federal afirma que as diligências desta nova etapa buscam reunir provas adicionais sobre a estrutura do suposto esquema e identificar possíveis conexões com outras instituições e agentes do mercado financeiro.
Os investigadores também avaliam o fluxo de recursos e contratos firmados pelo banco antes de sua liquidação, o que pode ampliar o alcance das investigações nos próximos meses.
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