Dr. Paulo Gentil revela: “É possível ter um físico de atleta sem anabolizantes”

Por Ingrid Pitman

No programa Vitrine Saúde e Beleza, a apresentadora Ingrid Pitman recebeu o professor, pesquisador e empresário Dr. Paulo Gentil, referência em fisiologia do exercício e treinamento de força. Entre histórias de vida, curiosidades e dados científicos, Paulo derrubou mitos, alertou sobre riscos e mostrou que resultado de verdade vem com ciência, treino e constância — e não com atalhos perigosos.


Da paixão pelo esporte à carreira de referência

Paulo contou que não nasceu com porte atlético. Adolescente, com 1,82 m e apenas 58 kg, começou a treinar musculação para ganhar massa. Um professor, Luiz Casca, o inspirou a seguir na Educação Física — escolha que surpreendeu a família, já que ele tinha notas para entrar em qualquer engenharia.
A decisão uniu paixão pelo esporte com o desejo de transformar conhecimento científico em algo acessível para a população.


A ponte entre ciência e redes sociais

Sua entrada nas redes começou no Orkut e Facebook, criando comunidades para traduzir a linguagem científica para o público. Ao unir humor e crítica, passou a desmontar modismos de treino e suplementação.
O sucesso incomodou setores que lucram com “receitas milagrosas” — e Paulo chegou a enfrentar processos judiciais por suas críticas. “Se você deixa de falar a verdade para não incomodar, já perdeu o sentido da sua missão”, afirma.


O perigo invisível dos anabolizantes

Segundo Paulo, o uso de esteroides anabolizantes cresceu de forma alarmante. Ele cita estudos mostrando que:

  • O risco de morte para usuários é 180% maior do que para não usuários (três vezes mais do que o risco conferido pela obesidade).
  • A dependência é comparável à da nicotina, maior que cocaína e heroína.
  • Há impactos comportamentais e de tomada de decisão.

Para justificar resultados rápidos, muitos influenciadores criam exercícios “mirabolantes” para vender como segredo de sucesso, quando o verdadeiro responsável é o uso de drogas.


A prova viva: é possível ser gigante naturalmente

Paulo citou o exemplo de Ricardo Melo, atleta natural com índice de muscularidade equivalente ao de Arnold Schwarzenegger, que nunca usou anabolizantes, passa por testes rigorosos e construiu o físico apenas com treino, alimentação e acompanhamento científico.
“Quem busca hipertrofia deve procurar quem estuda, não quem vive de atalho farmacológico”, reforça.


Proteína: comida ainda é soberana

O pesquisador explicou que o whey protein pode ser útil, mas não é indispensável. Três refeições completas com proteínas de qualidade ao dia suprem as necessidades.
Segundo ele, suplementos são práticos para viagens ou agendas apertadas, mas não substituem a importância de uma dieta equilibrada.


Creatina: segura para todas as idades

Paulo defendeu o uso de creatina, inclusive por adolescentes, ressaltando que ela já está presente em alimentos como a carne. Diferente de hormônios, a produção natural do corpo não sofre prejuízo significativo e retorna ao normal após a interrupção.


Exercício como prevenção e tratamento de doenças

O especialista destacou que atividade física é ferramenta poderosa contra:

  • Depressão: reduz risco em até 50% e tem efeito equivalente a medicamentos, sem os efeitos colaterais.
  • Demência: melhora memória e cognição, podendo até recuperar parte das funções.
  • Diabetes tipo 2: é “uma doença do músculo” e melhora diretamente com o uso frequente da musculatura em exercícios.

O recado final

Para Paulo, a fórmula da saúde não está em modismos, mas em hábitos consistentes:

“Não existe atalho. A ciência já provou que a regularidade no treino e a boa alimentação vencem qualquer promessa milagrosa.”


Instagram: @drpaulogentil
YouTube: Dr. Paulo Gentil
Plataformas de estudo: Netflix (treinamento) e Nutritionflix (nutrição)

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