Fonte: Programa Pânico (Jovem Pan) – Youtube
Durante participação no programa Pânico da Jovem Pan, o senador Flávio Bolsonaro fez um alerta sobre o aumento do monitoramento das movimentações financeiras via Pix e os possíveis reflexos no Imposto de Renda nos próximos anos.
Segundo ele, trabalhadores informais e pequenos empreendedores que recebem valores mensais mais altos pelo sistema podem ser impactados futuramente pelo cruzamento de dados da Receita, com cobrança prevista para 2027.
A declaração ocorre em meio ao debate eleitoral e ao anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a promessa de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Para Flávio, porém, a medida pode esconder um efeito colateral: quem movimentar acima desse valor, especialmente por Pix, poderá ser enquadrado para tributação.
“Estão usando a máquina pública para monitorar quem recebe mais de cinco mil reais por mês via Pix. Depois da eleição, a conta chega. E quem vai pagar é o pequeno, o ambulante, o cara que vende na rua”, afirmou.
Pix facilita — mas também deixa rastro
Criado para simplificar pagamentos instantâneos, o Pix se tornou ferramenta essencial para autônomos e vendedores informais. Placas com QR Code já fazem parte da rotina de camelôs, feirantes, motoristas de aplicativo e comerciantes de bairro.
O problema, segundo especialistas, é que toda movimentação digital é registrada no sistema bancário, o que permite cruzamento automático de informações com o Fisco.
Na prática:
- entradas frequentes podem ser interpretadas como renda;
- valores acima do limite de isenção podem gerar obrigação de declarar;
- inconsistências podem levar à malha fina ou cobrança retroativa.
Foco nos informais preocupa
Durante a entrevista, o senador citou exemplos do cotidiano para ilustrar a preocupação.
Ele mencionou trabalhadores que vendem bala no sinal, milho na praia ou cachorro-quente na esquina — pessoas que, muitas vezes, não têm contador nem conhecimento técnico sobre regras tributárias.
“Muitos não sabem nem que teriam que declarar imposto. Estão só tentando sobreviver”, disse.
A crítica central é que o aumento da fiscalização pode atingir primeiro justamente quem tem menor estrutura para se regularizar.
Isenção agora, cobrança depois?
O debate ganha peso político por acontecer em ano eleitoral. Enquanto o governo federal fala em ampliar a isenção para rendas de até R$ 5 mil, a cobrança sobre movimentações superiores pode aparecer apenas nas declarações seguintes, em 2027.
Ou seja: a movimentação registrada hoje poderá ser analisada futuramente.
Para analistas, a combinação de promessa de alívio fiscal com maior controle digital cria um cenário de atenção redobrada para quem depende do Pix como principal fonte de renda.
Como evitar problemas
Especialistas recomendam organização desde já:
- anotar todos os recebimentos mensais
- separar conta pessoal da profissional
- avaliar formalização como MEI
- acompanhar o limite de isenção do IR
- buscar orientação contábil quando possível
A fala de Flávio Bolsonaro no Pânico trouxe o tema para o centro do debate público: a mesma tecnologia que ajudou a popularizar pagamentos pode ampliar a fiscalização tributária.
Com a possível cobrança a partir de 2027, trabalhadores informais que movimentam valores mais altos pelo Pix precisam redobrar a atenção. Informação e planejamento passam a ser essenciais para que a praticidade não se transforme em dor de cabeça com o Leão.
Transcrição de um trecho da fala de Flávio Bolsonaro durante entrevista no programa Pânico:
Eles estão usando mais da máquina pública para monitorar, sim, quem recebe mais de 5 mil reais por mês via Pix, para cobrar imposto de renda lá na frente. Só que isso aí só vai ser cobrado ano que vem, depois da eleição. Então a gente tem que alertar as pessoas e dizer assim: será que essa é a prioridade, cara?
Aquele cara que tá ali, pô, vendendo a bala no sinal, segurando um cartazinho com Pix; o cara que vai vender milho na praia; o cara que vende cachorro-quente lá na rua onde ele mora… o cara não sabe nem que ele tem que recolher imposto de renda, cara, muitas vezes. Ele tá preocupado em fazer dinheiro pra levar comida pra dentro de casa.
Esse vai começar por esse pessoal? Isso tá de brincadeira comigo!!!
Então, assim, é mais ou menos mudar essa mentalidade. Então eu tenho lá total tranquilidade. E não tem contrapartida, né? Tem que pensar nisso também, né? Tem que ter contrapartida.“
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=T2z6wQgRG88
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