(Imagem gerada por Inteligência Artificial)
Relatos de inconsistências nas notas da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm gerado preocupação entre estudantes e professores. O problema mais evidente envolve divergências entre a soma das notas por competência e a nota final divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Erro na soma das competências
A redação do Enem é avaliada com base em cinco competências, cada uma com pontuação máxima de 200 pontos. A nota final deveria corresponder à soma dessas cinco avaliações, totalizando até 1000 pontos.
No entanto, candidatos identificaram casos em que essa soma não corresponde ao resultado final divulgado. Em um dos exemplos, uma estudante obteve as seguintes notas:
- Competência 1: 150;
- Competência 2: 170;
- Competência 3: 150;
- Competência 4: 150;
- Competência 5: 170.
A soma dessas pontuações resulta em 790 pontos, mas a nota final registrada foi de 880. Em outros casos, ocorreu o oposto: a soma das competências era maior do que a nota final atribuída, indicando possível prejuízo ao candidato.
Suspensão dos espelhos de correção
Diante das inconsistências, o Inep retirou do ar os chamados “espelhos da redação”, que detalham o desempenho do candidato em cada competência. A medida dificultou a verificação individual das notas por parte dos estudantes, muitos dos quais pretendiam recorrer ou entender melhor sua avaliação.

(Edifício sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP)
Inconsistências também nas porcentagens
Além dos erros na soma, foram identificadas discrepâncias entre as notas e as porcentagens atribuídas a cada competência. Por exemplo:
- Uma nota de 150 pontos foi associada a 80% da pontuação, quando o correto seria 160 pontos (80% de 200).
- Uma nota de 170 pontos foi vinculada a 90%, que corresponderia a 180 pontos.
- Em outro caso, uma nota de 190 pontos foi descrita como 100% da pontuação, quando o valor máximo seria 200.
Segundo análises de usuários, ao calcular a nota final com base nas porcentagens — e não nas pontuações exibidas — o resultado final coincide com o divulgado, sugerindo erro na apresentação das notas individuais por competência.
Suspeitas sobre uso de inteligência artificial
As falhas levantaram especulações nas redes sociais e entre especialistas em preparação para o Enem. Uma das hipóteses é que o processo de correção possa ter envolvido o uso de inteligência artificial.
Tradicionalmente, as redações são avaliadas por dois corretores humanos independentes, e a nota final é definida a partir da média entre eles. No entanto, usuários apontaram que algumas pontuações apresentadas não seriam compatíveis com esse modelo, o que reforçou as suspeitas.
Até o momento, não há confirmação oficial de que sistemas automatizados tenham sido utilizados na correção.

(Fonte: Blacklinko e Empiricus, 2025)
Mudanças nos critérios de avaliação
Outro ponto levantado é a possível alteração nos critérios de correção das competências da redação. Professores e candidatos experientes — incluindo os chamados “treineiros”, que realizam a prova anualmente para análise — relataram uma queda significativa nas notas em comparação com anos anteriores.
Segundo esses relatos, as mudanças anunciadas nos critérios não justificariam, por si só, a diferença observada no desempenho geral.
Repercussão e possíveis desdobramentos
A situação tem gerado insatisfação entre candidatos e pode resultar em aumento de recursos administrativos e ações judiciais. A transparência no processo de correção e a correção das inconsistências são apontadas como medidas essenciais para garantir a credibilidade do exame.
O Inep informou que irá revisar os dados, mas ainda não detalhou a origem dos erros nem apresentou um prazo para normalização do sistema.
📍 Referências:
▶️ https://g1.globo.com/educacao/noticia…
▶️ https://www.cnnbrasil.com.br/educacao…
▶️ https://querobolsa.com.br/revista/esp…
▶️ https://x.com/interpretaenem/status/2…
▶️ https://g1.globo.com/educacao/noticia…
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