Federação MDB–Republicanos, cenário no DF e bastidores de pesquisa: Odir Ribeiro revela os bastidores da política local

Dedé Roriz:

Odir, você chegou com uma “bomba”. Que história é essa da federação entre MDB e Republicanos?

Odir Ribeiro:

Já está em negociação avançada. Os presidentes nacionais dos dois partidos apareceram juntos, apertando as mãos. A federação está praticamente confirmada. Isso muda tudo, porque eles passam a atuar como um bloco único nas eleições.


Dedé:

E jogando isso para o Distrito Federal, qual o impacto prático?

Odir:

Aqui os dois partidos já fazem parte da base do governo. Com a federação, eles podem formar uma super nominata. Se o Gustavo Rocha se filiar, por exemplo, vira candidato natural a vice da Celina. A federação fortalece muito o grupo governista.


Dedé:

Mas a federação é como fusão?

Odir:

Não. Na fusão vira um partido só. Na federação, cada legenda mantém sua identidade, mas atua em conjunto. Mesmo assim, eleitoralmente funciona como um “partidão”.


Dedé:

Isso dificulta a vida de quem quer disputar vaga?

Odir:

Muito. Vai faltar espaço. A votação mínima para distrital pode passar de 22 ou 23 mil votos. Para federal também fica mais complicado, porque já existem várias “cabeças de chapa”. Quem não se organizar agora pode ficar sem legenda.


Dedé:

Falando em eleição, você teve acesso a uma pesquisa interna. O que ela mostra?

Odir:

É uma pesquisa ligada à esquerda. Mesmo assim, a Celina aparece com cerca de 39%. Se numa pesquisa adversa ela já está assim, na real pode estar ainda melhor. Em segundo vem o Leandro Graz, com cerca de 16%.


Dedé:

Você vê o Leandro Graz como adversário real?

Odir:

Sem dúvida. Ele já teve quase 400 mil votos. É conhecido, tem recall eleitoral e hoje é o principal nome da esquerda. Subestimar seria erro estratégico.


Dedé:

E o Capelli?

Odir:

Tem números bem menores. Parece mais uma disputa interna da esquerda. Se eles saírem divididos, favorece o campo da direita.


Dedé:

Mudando de assunto: o rombo do INSS virou pauta nacional. Qual a gravidade?

Odir:

É enorme. Descontos indevidos, valores bilionários. Estamos falando de dinheiro tirado de aposentados sem autorização. Isso é pior que muito escândalo do passado. É revoltante. A conta acaba caindo no colo do contribuinte.


Dedé:

Você acha que haverá CPI?

Odir:

Deveria. É um caso grave demais para ficar só em discurso. Precisa investigação séria e responsabilização.


Dedé:

E no cenário nacional, essas federações e fusões indicam o quê?

Odir:

O Centrão quer protagonismo. Não quer mais ser coadjuvante de Lula ou Bolsonaro. Quer lançar candidato próprio forte. É uma reorganização de poder.


Dedé:

Quem seriam esses nomes?

Odir:

Governadores e figuras com perfil mais moderado ou de gestão. O eleitor está cansado de polarização. O Centrão percebeu isso e quer ocupar esse espaço.


Dedé:

Para fechar: o que esperar do cenário político do DF nos próximos meses?

Odir:

Mais consolidação de blocos grandes, menos espaço para aventureiros e campanhas muito mais estratégicas. Quem não tiver base partidária forte vai ter dificuldade. A eleição começa agora, nos bastidores.

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