As investigações envolvendo o escândalo do Banco Master trouxeram à tona mensagens que indicariam tentativas de intimidação contra jornalistas e possíveis negociações financeiras com veículos de comunicação. Os diálogos, extraídos de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal, fazem parte do conjunto de provas analisado no inquérito que apura a atuação do empresário ligado ao banco.
Plano de intimidação contra jornalista
Um dos episódios mencionados nas mensagens envolve o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo. De acordo com os diálogos apresentados, o banqueiro teria discutido com um integrante do grupo a possibilidade de intimidar o jornalista por conta de publicações consideradas desfavoráveis.
Nas conversas, aparecem referências à intenção de agredir o jornalista, com frases como a que sugeria “quebrar todos os dentes” dele. Em outro trecho, também se discutiria a ideia de simular um assalto para dar um susto.
O caso ganhou repercussão por envolver diretamente um profissional da imprensa. Esse tipo de ação representaria um ataque concreto ao jornalismo, por envolver ameaças de violência física, como agressão e intimidação. A situação contrasta com a narrativa sustentada por anos por parte da própria imprensa sobre a existência do chamado “gabinete do ódio” ligado à direita, no qual nunca foram apresentadas provas de ações de violência física contra jornalistas, mas sim episódios de críticas nas redes sociais.
Reação do Grupo Globo
Após a divulgação das mensagens, o Grupo Globo divulgou uma nota repudiando qualquer tentativa de violência contra o jornalista.
A empresa classificou as iniciativas como criminosas e destacou que ações dessa natureza representam ameaça à liberdade de imprensa e à democracia.
No comentário analisado, o episódio é comparado com críticas feitas por grupos políticos nas redes sociais. Enquanto críticas feitas por bolsonaristas foram muitas vezes classificadas como ataques, o caso revelaria uma tentativa concreta de violência contra um jornalista.
Suspeitas de pagamentos a site de notícias
Outro trecho das investigações cita supostas negociações entre o banqueiro e o site Diário do Centro do Mundo (DCM).
Segundo mensagens reproduzidas no relatório, o empresário teria discutido com um intermediário a possibilidade de pagar cerca de R$ 50 mil mensais ao veículo.
A proposta, de acordo com os diálogos citados, envolveria evitar a publicação de conteúdos considerados prejudiciais à imagem do banco ou até retirar matérias negativas.
No entanto, as conversas também mostram que houve atritos durante a negociação. Em determinado momento, o banqueiro demonstra irritação após o site continuar publicando reportagens críticas mesmo durante a tentativa de acordo.
Relação com o site “O Bastidor”
As investigações também mencionam o site O Bastidor, dirigido pelo jornalista Diego Escosteguy.
Mensagens atribuídas ao banqueiro indicariam pagamentos vinculados à publicação de conteúdos de interesse do empresário. Segundo a Polícia Federal, os valores poderiam ter sido destinados à divulgação de informações favoráveis ao banco.
Procurado, Escosteguy afirmou que os pagamentos citados nas mensagens correspondem a contratos de patrocínio e publicidade, prática comum no mercado de comunicação.
Ele também destacou que jornalistas possuem sigilo de fonte, e que a publicação de informações obtidas por meio de fontes é parte da atividade jornalística.
Investigação segue em andamento
As mensagens fazem parte de um conjunto maior de provas analisadas pelas autoridades. O material apreendido inclui conversas de aplicativos, planilhas e registros financeiros que ainda estão sendo examinados.
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