(Imagem gerada por inteligência artificial)
Queda de apoio entre jovens chama atenção
Dados recentes de pesquisas de opinião, como as realizadas pela AtlasIntel e por outros institutos, indicam uma tendência significativa: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta altos índices de desaprovação entre os jovens brasileiros.
Segundo os levantamentos citados, a rejeição entre eleitores de 16 a 24 anos ultrapassa a marca de 70%, tornando essa faixa etária a mais crítica em relação ao governo. Já entre jovens de 25 a 34 anos, a desaprovação também permanece elevada, ainda que em menor proporção.
Essa tendência, conforme destacado, não é pontual — vem sendo observada desde o início do mandato.
Diferença geracional no apoio político
A análise também aponta uma divisão clara entre faixas etárias:
- Jovens (16 a 24 anos): maior rejeição ao presidente;
- Adultos (25 a 44 anos): cenário mais equilibrado;
- Faixa de 45 a 59 anos: maior nível de aprovação;
- Idosos (60+): tendência de equilíbrio.
O contraste sugere um possível deslocamento no perfil ideológico das novas gerações, historicamente mais alinhadas à esquerda.
Por que os jovens estariam se afastando?
A explicação apresentada no conteúdo parte de uma visão tradicional: jovens tendem a apoiar propostas mais igualitárias por estarem no início da vida econômica. No entanto, o cenário atual indicaria uma mudança nesse padrão.
Segundo a análise, decisões recentes do governo teriam impactado diretamente o cotidiano dos jovens, contribuindo para o aumento da rejeição.
Impacto da taxação de compras internacionais
Um dos principais pontos destacados é a chamada “taxa das blusinhas”, relacionada à tributação de compras internacionais de baixo valor.
Taxação das compras internacionais: a “taxa das blusinhas” e seus efeitos
Um dos pontos mais sensíveis na relação entre o governo e o público jovem foi a chamada “taxa das blusinhas”, medida implementada em 2024 e que alterou significativamente o cenário das compras internacionais no Brasil.

(Crédito: Shein)
A mudança ocorreu com a sanção da Lei nº 14.902/2024, em 27 de junho daquele ano. A nova regra encerrou a isenção de Imposto de Importação para compras de até US$ 50 — faixa amplamente utilizada por consumidores em plataformas estrangeiras. A cobrança passou a valer em 1º de agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, já existente desde 2023.
Pelas novas regras, compras de até US$ 50 passaram a ter:
- 20% de Imposto de Importação (federal);
- ICMS estadual, inicialmente de 17%, chegando a 20% em vários estados a partir de 2025.
Para valores acima de US$ 50, manteve-se a tributação tradicional, que pode chegar a 60%.
Na prática, os efeitos foram imediatos. O volume de compras internacionais de pequeno valor sofreu forte queda — em alguns períodos, superior a 40%.
Além disso, pesquisas indicaram mudança no comportamento do consumidor: cerca de 29% dos brasileiros passaram a desistir de compras internacionais devido ao aumento dos custos.
Embora a arrecadação federal tenha crescido — chegando a aproximadamente R$ 5 bilhões em 2025 — o resultado ficou abaixo de algumas projeções iniciais, justamente pela redução no volume de encomendas.
Outro efeito colateral relevante foi o prejuízo dos Correios, que atribuíram parte de um rombo bilionário à diminuição das entregas internacionais.
Até março de 2026, a cobrança segue em vigor. No entanto, o tema continua em discussão no Congresso Nacional, com propostas que visam reduzir ou até zerar a alíquota de 20%.
Nos bastidores, o próprio governo já sinalizou a possibilidade de revisão da medida, especialmente diante de seu impacto na popularidade — fator relevante em um cenário pré-eleitoral.
A medida teria afetado especialmente jovens consumidores que utilizavam plataformas estrangeiras para adquirir produtos mais baratos, como roupas e acessórios.
Com o aumento dos custos, essas compras perderam atratividade, gerando insatisfação em um público altamente conectado ao comércio digital.

(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
Aumento de impostos sobre tecnologia
Outro episódio recente que impactou diretamente o público jovem e o setor tecnológico foi o aumento do Imposto de Importação sobre produtos de tecnologia, anunciado em fevereiro de 2026.
A medida foi oficializada pela Resolução nº 852/2026, publicada em 4 de fevereiro pela Camex (Câmara de Comércio Exterior), e atingiu entre 1.000 e 1.252 itens. Entre os principais produtos afetados estavam:
- Smartphones e notebooks;
- Computadores e servidores;
- Placas-mãe, SSDs e memórias;
- Equipamentos de rede, como roteadores e switches;
- Máquinas e equipamentos industriais.
As novas regras estabeleceram alíquotas mínimas de 7%, podendo chegar a até 12,6% ou 20% em alguns casos — com aumentos que chegaram a 7,2 pontos percentuais.

(Imagem gerada por inteligência artificial)
A repercussão, no entanto, foi imediata e negativa. Houve forte reação de:
- Parlamentares;
- Empresas do setor de tecnologia;
- Entidades do varejo;
- Consumidores nas redes sociais.
Diante da pressão, o governo recuou parcialmente menos de um mês depois. Em 27 de fevereiro de 2026, foram anunciadas mudanças:
- Revogação do aumento para 15 produtos de informática, incluindo smartphones, notebooks e componentes populares;
- Redução da alíquota de celulares, que voltou ao patamar anterior de 16% (em vez dos 20% previstos);
- Isenção de imposto para 105 itens ligados a bens de capital e telecomunicações.
Apesar disso, parte dos aumentos permaneceu, especialmente para equipamentos industriais e alguns componentes tecnológicos.
Esses itens são amplamente consumidos por jovens, especialmente no universo de jogos e tecnologia. O aumento de preços teria impacto direto nesse público, que frequentemente investe em equipamentos e upgrades.
Debate sobre regulamentação digital (“Lei Felca”)
A análise também menciona críticas a propostas de regulamentação da internet, apelidadas no conteúdo de “Lei Felca, conhecida como “ECA Digital”. Sancionada em setembro de 2025, a norma entrou em vigor em 17 de março de 2026 e atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital.
A legislação estabelece novas regras para plataformas digitais — como redes sociais, jogos online e aplicativos — com o objetivo declarado de ampliar a proteção de menores de 18 anos na internet.
Principais mudanças nas plataformas digitais
A nova lei introduz uma série de obrigações para empresas de tecnologia, entre elas:
- Verificação de idade mais rigorosa, substituindo a autodeclaração por métodos considerados confiáveis, como documentos ou biometria;
- Ferramentas obrigatórias de controle parental, permitindo monitoramento de conteúdo, tempo de uso e interações;
- Proibição de publicidade direcionada a menores, com restrição ao uso de dados para anúncios;
- Restrições a conteúdos e práticas, como loot boxes em jogos e conteúdos que incentivem a chamada “adultização” precoce;
- Responsabilização das plataformas, com previsão de multas elevadas em caso de descumprimento.
Além disso, foi prevista a criação de um centro na Polícia Federal para recebimento de denúncias relacionadas a crimes digitais envolvendo menores.
A lei ganhou grande repercussão após um vídeo viral do influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, em agosto de 2025. O conteúdo denunciava casos de exploração e exposição inadequada de menores nas redes sociais, o que intensificou a pressão por regulamentação.

(O influencer Felca, que fez vídeo sobre adultização de crianças e adolescentes — Foto: Reprodução/Instagram)
Desde sua entrada em vigor, a legislação já provocou mudanças práticas no cotidiano digital de jovens e adolescentes.
Empresas de tecnologia passaram a adotar medidas mais rígidas, como:
- Exigência de verificação de idade em jogos online, afetando títulos populares e restringindo o acesso de usuários sem comprovação;
- Mudanças em plataformas de comunicação e streaming, com novas barreiras para acesso a conteúdos e funcionalidades;
- Limitações na experiência digital, com contas vinculadas a responsáveis e maior controle sobre interações.
O resultado tem sido uma adaptação forçada ao novo modelo, com relatos de dificuldade de acesso, restrições em atividades cotidianas e redução da autonomia digital.
Embora a lei tenha sido defendida como um avanço na proteção de crianças e adolescentes, também gerou críticas em diferentes setores. Entre os principais pontos levantados estão:
- Preocupações com privacidade, devido à coleta de dados sensíveis para verificação de idade;
- Risco de bloqueios excessivos, já que plataformas podem restringir conteúdos de forma preventiva para evitar sanções;
- Impactos econômicos, com aumento de custos para empresas e possíveis reflexos no acesso à tecnologia;
- Redução da liberdade digital, especialmente para adolescentes que utilizam a internet para educação, entretenimento e socialização.
Há também o argumento de que a medida transfere grande parte da responsabilidade para as plataformas, ampliando a regulação sem necessariamente atacar todas as causas do problema.
A pesquisa demostra que medidas de controle digital e verificação de idade seriam mal recebidas por jovens, que tendem a valorizar liberdade e acesso irrestrito à internet.
Há ainda a avaliação de que tais políticas poderiam gerar mais dificuldades para usuários comuns do que efetivamente combater crimes online.
Relação com o comportamento digital das novas gerações
Outro ponto relevante é o papel da internet na formação de opinião dos jovens.
É importante destaca que:
- Jovens são mais ativos nas redes sociais;
- Participam mais de debates online;
- Influenciam narrativas digitais com maior intensidade.
Mesmo aqueles abaixo da idade de voto já impactariam o ambiente político por meio da atuação nas plataformas digitais.

(Imagem gerada por inteligência artificial)
Críticas ao distanciamento do governo em relação ao mundo digital
A análise atribui parte do problema a um suposto distanciamento do presidente em relação às dinâmicas atuais da tecnologia e da comunicação digital.
Como exemplo, é citado um episódio em que Lula demonstrou incômodo com o uso de celulares durante uma reunião, interpretado como sinal de dificuldade de adaptação ao comportamento contemporâneo.
Perspectivas para o cenário político
Apesar da queda de popularidade entre jovens, a análise ressalta que isso não representa necessariamente o fim de um campo político específico.
Historicamente, movimentos políticos se reorganizam e criam novas lideranças capazes de dialogar com diferentes gerações.
No entanto, o enfraquecimento do apoio jovem pode indicar mudanças importantes no médio e longo prazo, especialmente considerando o papel desse público na formação das tendências futuras.
Fatores que influenciam o eleitorado
Os dados e interpretações apresentados revelam um cenário em transformação: o eleitorado jovem, tradicionalmente associado a determinadas correntes ideológicas, demonstra sinais de mudança.
Fatores econômicos, tecnológicos e culturais parecem influenciar esse movimento, reforçando a importância de políticas públicas alinhadas às demandas e hábitos das novas gerações.
O comportamento desse grupo continuará sendo decisivo para os rumos do debate político no país.
📍 Referências:
▶️ https://x.com/FerJCRamos/status/20368…
▶️ https://static.poder360.com.br/2026/0…
▶️ https://veja.abril.com.br/coluna/marc…
▶️ https://g1.globo.com/economia/noticia…
▶️ https://www.adrenaline.com.br/hardwar…
▶️ https://www.brasildefato.com.br/2026/…
▶️ https://www.tudocelular.com/seguranca…
▶️ https://x.com/NewsLiberdade/status/20…
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