Laerte Bessa: da linha de frente contra o crime à defesa da segurança pública no Congresso

Ingrid Pitman e Dedé Roriz: Deputado, como começou sua história na Polícia Civil?

Laerte Bessa: Cheguei a Brasília em 1986 e assumi como delegado. Passei pela 11ª DP e depois fui transferido para o Gama, que era muito violento. Cuidávamos praticamente de duas cidades: o DF e áreas de Goiás. Trabalhamos forte para reduzir assaltos e latrocínios, especialmente no Lago Sul.


O senhor ficou conhecido pelo combate a sequestros. Como foi essa fase?

Bessa: Fui chefe da anti-sequestro por oito anos. Foi um período muito duro. O crime estava se espalhando pelo país. Conseguimos prender praticamente todas as quadrilhas que atuavam aqui. Infelizmente perdemos apenas uma vítima nesse período.


O Caso Pedrinho foi o mais marcante?

Bessa: Sem dúvida. Foram quase 16 anos de investigação. Recebemos muitas pistas falsas, viajamos o Brasil inteiro. Em 2004, em Goiânia, conseguimos localizar o Pedrinho, fazer o DNA e devolver o rapaz à família biológica. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha carreira.


Como surgiu o convite para ser diretor-geral da Polícia Civil?

Bessa: O governador Joaquim Roriz confiava muito no meu trabalho. Quando assumiu o governo, reuniu os delegados e decidiu que eu seria o diretor. Foi tudo muito rápido, eu nem esperava.


E a política, quando entrou na sua vida?

Bessa: Eu nunca quis ser político. O próprio Roriz insistiu. Em 2006, lançou minha candidatura a deputado federal. Acabei eleito com mais de 62 mil votos, muito por causa do apoio da Polícia Civil e do trabalho que já conheciam.


O senhor foi relator da redução da maioridade penal. Ainda acredita nessa proposta?

Bessa: Com certeza. Aprovamos a redução para 16 anos nos crimes hediondos na Câmara. O Senado acabou arquivando. Mas é uma pauta urgente. Hoje menores cometem crimes graves e não são responsabilizados de forma adequada.


Como avalia a segurança pública no Brasil hoje?

Bessa: Falta firmeza. O crime organizado está armado como guerra. Precisamos de integração entre forças de segurança e dar condições para a polícia agir. O cidadão também precisa ter direito à legítima defesa, inclusive com porte de arma, dentro de critérios.


O senhor pensa em voltar à política?

Bessa: Existe pressão do partido, sim. Se minha saúde estiver bem e houver condições de fazer um trabalho sério, posso voltar. Mas só entro para ganhar e contribuir.


Para descontrair: é verdade a história do acidente com o cantor Leonardo?

Bessa (risos): É verdade. Estávamos indo pescar, ele quis dirigir uma Land Rover, acabou correndo demais e capotamos. Foi um susto grande, ficamos internados, infelizmente perdemos um amigo. Mas continuamos amigos até hoje.


📣 Política do Bem: https://www.instagram.com/portalpoliticadobem/
🎙️ Dedé Roriz: https://www.instagram.com/dederoriz/
🎙️ Ingrid Pitman: https://www.instagram.com/ingridpitmanroriz/
🛎️ Convidado: https://www.instagram.com/laertebessa/
✨ Camila Pasquarelli: https://www.instagram.com/pasquarelli.psi/