Entrevista – Vitrine Saúde & Beleza
Entrevistadora: Ingrid Pitman
Convidados: Elke Oliveira & Wladimir Guanabarino
Empresários e gestores da Academia Malhart – Brasília/DF
Ingrid Pitman:
É um prazer enorme receber vocês aqui. Sou aluna da Malhart há 12 anos e sempre digo que é uma academia diferenciada, acolhedora e humana. Para começar, queria que vocês contassem por que escolheram a Educação Física e como surgiu a decisão de se tornarem empresários.
Elke Oliveira:
Inicialmente, meu sonho era ser atleta. Sempre pratiquei esportes e o último foi o handebol. Quando entrei na faculdade de Educação Física, ainda me via como atleta profissional. Mas, durante o estágio em academia, comecei a me apaixonar por dar aulas, ensinar e formar pessoas. Descobri que sou professora por vocação.
A virada veio quando o Kiko me convidou para ser sócia da Malharte. Eu e o Paulo Gentil não tínhamos recursos financeiros, mas acreditávamos no projeto. Parcelamos a compra em inúmeras vezes e fomos crescendo com muito esforço. Começamos com cerca de 300 alunos e hoje atendemos até 1.200 pessoas.
Crescemos sem investidores, apenas com o resultado do nosso trabalho, sempre com muito amor, propósito e responsabilidade. Quando compreendi o impacto real do exercício físico na saúde — inclusive como ferramenta de prevenção e redução do uso de medicamentos — encontrei minha grande missão: salvar e transformar vidas por meio do movimento.
Ingrid Pitman:
E você, Wladimir, como entrou nesse projeto e nessa parceria?
Wladimir Guanabarino:
Desde cedo, o esporte esteve presente na minha vida. Meu pai sempre incentivou a prática esportiva, então a Educação Física surgiu naturalmente como escolha profissional. No início da faculdade, como acontece com muitos, eu ainda não compreendia o real impacto da profissão.
Com o tempo, percebi o quanto podemos ser transformadores de vidas. Trabalhei muitos anos como personal trainer e, profissionalmente, já admirava a Elke, o Paulo e o trabalho desenvolvido na Malhart. Nunca imaginei que nos tornaríamos marido e mulher, muito menos sócios.
Quando passei a atuar mais de perto na academia, entrei também na área de coordenação e gestão. Hoje, temos um propósito muito claro: cuidar de pessoas. Isso se reflete na liderança, nos colaboradores e no ambiente. A Malharte não é um lugar de exibição corporal, mas um espaço focado em saúde, longevidade e qualidade de vida.
Ingrid Pitman:
A Malhart recebe jovens, adultos e muitos idosos. O projeto é voltado para algum público específico?
Wladimir Guanabarino:
Nosso projeto é para todos. Atendemos pessoas que buscam estética, sim, mas sem imediatismo. Nosso público predominante é acima dos 40 anos, pessoas que pensam no futuro, na saúde e na autonomia.
Os idosos, por exemplo, vêm para prolongar a vida com qualidade. A expectativa de vida aumentou muito e nosso objetivo é que as pessoas cheguem aos 90 ou 100 anos andando, levantando de uma cadeira, vivendo com independência. O exercício físico é essencial para isso.
Ingrid Pitman:
Algo que chama muita atenção é o cuidado e a supervisão dentro da academia. Como vocês evitam lesões?
Elke Oliveira:
A supervisão é constante. Temos, em média, um instrutor para cada cinco alunos em sala. Mas não cuidamos apenas da parte técnica.
Nossa metodologia é baseada em três níveis de saúde: emocional, clínico e físico. O acolhimento é o primeiro passo. O aluno iniciante recebe atenção especial, se sente seguro e pertencente.
Wladimir Guanabarino:
Nossa metodologia 4.0 se apoia em quatro pilares:
- Execução e técnica
- Intensidade adequada
- Frequência semanal
- Mudança de hábitos
Não adianta o melhor treino se a pessoa não frequenta. Por isso, olhamos para o comportamento, não apenas para o exercício. Nosso objetivo é criar uma relação sustentável, prazerosa e duradoura com a atividade física.
Costumo dizer que a Malharte não é apenas uma academia, mas um centro de valorização da vida.
Ingrid Pitman:
A metodologia também é aplicada aos professores?
Elke Oliveira:
Totalmente. Todos passam por treinamento interno, independentemente de títulos acadêmicos. Existe uma metodologia única, baseada em evidências científicas, com avaliações e provas. O objetivo não é excluir, mas capacitar.
Formamos profissionais preparados para cuidar de vidas. Só prescreve treino quem passou por todos os módulos.
Ingrid Pitman:
Como funciona o processo seletivo da equipe?
Wladimir Guanabarino:
Priorizamos o comportamento antes da técnica. Avaliamos as chamadas soft skills. Queremos pessoas altruístas, humanas, com brilho nos olhos.
O conhecimento técnico ensinamos. O caráter, não. Por isso, nossa equipe permanece por muitos anos e cria vínculos reais com os alunos.
Ingrid Pitman:
Para quem quer emagrecer sem recorrer a medicamentos, por onde começar?
Elke Oliveira:
Primeiro, é fundamental diferenciar sobrepeso de obesidade clínica, que exige acompanhamento médico. O exercício ajuda muito, mas não age sozinho.
Trabalhamos com uma equipe multidisciplinar: educador físico, nutricionista, endocrinologista e avaliação fisiológica. Mapeamos sono, estresse, alimentação e rotina.
Não existe receita de bolo. Mas uma dica simples é: coma um pouco menos e mova-se um pouco mais do que hoje. A constância muda tudo.
Ingrid Pitman:
E sobre depressão e ansiedade: a academia pode ajudar?
Wladimir Guanabarino:
Sim, mas sempre de forma multidisciplinar. O exercício físico estimula neurotransmissores como serotonina e endorfina, essenciais para o bem-estar emocional.
Acompanhamos a evolução do aluno, inclusive com registro de medicações e, quando possível, redução gradual sob supervisão médica. Mais do que treino, oferecemos escuta, acolhimento e conexão humana.
Ingrid Pitman:
Como a tecnologia impacta a Malhart?
Elke Oliveira:
Usamos tecnologia onde ela realmente importa: avaliação física avançada, bioimpedância de última geração, escaneamento corporal, análise de inflamação, hidratação e risco cardiometabólico.
Não focamos em telas ou aparelhos “interativos”. Nosso diferencial é a interação entre pessoas.
Ingrid Pitman:
Que conselho vocês dão para quem é sedentário e quer começar?
Wladimir Guanabarino:
Três pilares para criar um hábito:
- Repetição – escolher dias e horários fixos
- Recompensa – reconhecimento, elogio, sensação de conquista
- Complexidade adequada – começar simples, sem sofrimento excessivo
Não comece difícil. Comece possível. O hábito vem com o tempo.
Ingrid Pitman:
Para finalizar, deixem um recado.
Wladimir Guanabarino:
Convido coordenadores, gestores e donos de academia para o Curso de Coordenação e Gestão, dia 24 de maio, voltado a quem deseja oferecer um serviço realmente diferenciado.
A Malharte é uma extensão da nossa casa. Quem nos visita sente isso desde o primeiro dia.
Elke Oliveira:
Agradeço o convite. Foi uma conversa leve e verdadeira. Espero que inspire mais pessoas a cuidarem da saúde e viverem melhor.
Ingrid Pitman (encerramento):
Amo a Malhart e não pretendo sair de lá. Convido todos a conhecerem a academia, localizada na 203 Sul – Brasília/DF.
- Instagram: @academiamalhart https://www.instagram.com/academiamalhart/
- Wladimir: @wladimir.guanabarino https://www.instagram.com/wladguanabarino/
- Elke: @elkeoliveira10 https://www.instagram.com/elkeoliveira10/
Encerramos mais um Vitrine Saúde & Beleza. Obrigada aos convidados e a você que nos acompanha. Até a próxima.
📲 REDES SOCIAIS:
📣 Política do Bem: https://www.instagram.com/portalpoliticadobem/
🎙️ Ingrid Pitman: https://www.instagram.com/ingridpitmanroriz/
✨Camila Pasquarelli: https://www.instagram.com/pasquarelli.psi/
PODCAST COMPLETO: https://youtu.be/LQDQVDn_EDA?si=WcEcHqp8rVrrUUrj









