🎙️ Podcast: A Voz da Comunidade
Entrevistador: Peterson Martins
Convidado: Dr. Renato Rocha – Advogado
Advogado com mais de duas décadas de atuação, radialista e fundador do Instituto Justiça para Todos, Renato Rocha vem se consolidando como uma das vozes mais ativas do terceiro setor no Distrito Federal. Em entrevista ao programa A Voz da Comunidade, apresentado por Peterson Martins, ele falou sobre sua trajetória pessoal, o trabalho social desenvolvido nas periferias, os desafios do sistema político, a importância do empreendedorismo popular e suas expectativas como pré-candidato nas eleições de 2026. A conversa revelou um perfil marcado pela vivência comunitária, defesa da justiça social e compromisso com uma política prática e transformadora.
Peterson Martins: Dr. Renato, para começar, se apresente para a nossa audiência.
Renato Rocha: Sou Renato Rocha, advogado há 24 anos, nascido no Guará, criado em parte no Piauí e pai de três filhos. Sou fundador do Instituto Justiça para Todos, radialista e apresentador de um programa com o mesmo nome. Tenho dedicado minha vida à advocacia e ao trabalho social, especialmente nas comunidades em situação de vulnerabilidade do Distrito Federal.
Peterson Martins: O Instituto Justiça para Todos tem um nome forte. Como surgiu essa ideia?
Renato Rocha: Surgiu da prática. Depois de mais de duas décadas na advocacia, percebi que a justiça, no Brasil, não é acessível para todos. A Defensoria Pública não consegue atender toda a demanda. O instituto nasce justamente para levar informação jurídica, assistência social e dignidade a quem mais precisa. Justiça só é justiça quando é para todos.
Peterson Martins: Você tem uma forte atuação nas periferias. Isso vem da sua história pessoal?
Renato Rocha: Com certeza. Desde muito jovem vivi a realidade da periferia. Trabalhei ainda criança no interior do Piauí, convivi com comunidades extremamente carentes. Isso moldou quem eu sou. Mesmo depois de me tornar advogado e atuar em grandes causas, nunca perdi essa conexão. O instituto é uma forma de devolver à comunidade aquilo que a vida me permitiu conquistar.
Peterson Martins: Hoje você é pré-candidato. O que te motivou a entrar na política?
Renato Rocha: Eu não quero fazer da política uma profissão. Quero transformar vidas através dela. O trabalho social já existia antes da política. O que é novo é a decisão de disputar um espaço institucional para ampliar esse impacto, especialmente em defesa do terceiro setor, que é constantemente usado em época de eleição e depois abandonado.
Peterson Martins: Qual é o maior desafio para um pré-candidato que vem de fora do sistema?
Renato Rocha: Enfrentar o próprio sistema. Não existe paridade de armas. Quem já tem mandato dispõe de emendas, estrutura e visibilidade. A disputa não é igual. Por outro lado, quem é novo não carrega o desgaste político. Acredito que o eleitor está buscando autenticidade e trabalho real.
Peterson Martins: Na sua visão, o que poderia tornar o sistema mais justo?
Renato Rocha: Uma distribuição mais equilibrada do fundo partidário e mais democracia interna dentro dos partidos. Sem isso, continuaremos reproduzindo desigualdades na disputa eleitoral.
Peterson Martins: Você teve casos marcantes na advocacia. Algum te marcou profundamente?
Renato Rocha: Sim. Defendi gratuitamente uma servidora pública demitida por faltas decorrentes de dependência química. Conseguimos provar que ela deveria ter sido aposentada por invalidez, não demitida. Ela recuperou o emprego, venceu a dependência, criou os filhos e retomou a dignidade. É isso que a advocacia pode fazer: transformar vidas.
Peterson Martins: Empreendedorismo aparece muito no seu discurso. Por quê?
Renato Rocha: Porque é libertador. O microempreendedor precisa de pouco para mudar de vida. Às vezes, um crédito de mil reais já transforma uma família inteira. Defendo uma agência de fomento para o micro e pequeno empreendedor no DF. É assim que se combate a desigualdade de forma concreta.
Peterson Martins: E na área da saúde e segurança pública?
Renato Rocha: Na saúde, o problema maior é gestão. Recursos existem, mas precisam ser melhor administrados. Na segurança, precisamos ampliar o efetivo, valorizar as corporações e revisar políticas como a tributação do serviço voluntário dos policiais, que deveria ter natureza indenizatória.
Peterson Martins: Qual é o compromisso que você assume com o terceiro setor?
Renato Rocha: Representatividade real. Eu vivo o terceiro setor diariamente. Sei o que é faltar recurso, faltar combustível, faltar apoio. Meu compromisso é garantir que essas instituições deixem de ser usadas e passem a ser fortalecidas de forma permanente.
Peterson Martins: Para finalizar, deixe uma mensagem para quem está conhecendo você agora.
Renato Rocha: Sou um homem de trabalho, não de discurso vazio. O projeto social veio antes da política. Peço a oportunidade de continuar esse trabalho em uma escala maior, com ética, diálogo e compromisso real com quem mais precisa.
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