(Imagem gerada por inteligência artificial)
Levantamentos recentes divulgados pelos institutos AtlasIntel e PoderData apontam um cenário político dinâmico para as próximas eleições presidenciais. Os dados indicam liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, mas revelam disputa acirrada — e até vantagem numérica — para Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.
Lula lidera no primeiro turno, mas cenário segue fragmentado
De acordo com a pesquisa da AtlasIntel, Lula aparece à frente em todos os cenários de primeiro turno. Esse resultado, no entanto, ocorre em um contexto de fragmentação entre candidatos considerados de direita ou centro-direita, o que dilui votos nesse campo político.
Apesar da liderança, o presidente não alcança maioria suficiente para vencer no primeiro turno em nenhuma das simulações, indicando a probabilidade de uma segunda rodada decisiva.
Segundo turno mostra empate técnico com leve vantagem para Flávio Bolsonaro
No cenário de segundo turno, os dados mostram uma disputa extremamente apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo a AtlasIntel:
- Flávio Bolsonaro: 47,6%;
- Lula: 46,6%.
A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, configurando empate técnico. Ainda assim, o levantamento indica uma leve vantagem numérica para o senador.
Outros nomes ligados à direita, como Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, também aparecem competitivos contra Lula em simulações de segundo turno, enquanto candidatos como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior ficariam atrás.

(Flávio Bolsonaro foi ao Rio Grande do Norte – em 21 de março de 2026 – com uma camiseta com a frase “Nordeste é solução”. Crédito: Poder360)
Desaprovação do governo Lula atinge 61%, aponta PoderData
Outro dado relevante vem da pesquisa PoderData, que mostra um aumento significativo na rejeição ao governo:
- 61% desaprovam a gestão Lula;
- 32% aprovam.
Esse é o maior índice de desaprovação registrado nos últimos dois anos, segundo o levantamento. Historicamente, níveis elevados de rejeição representam um desafio importante para candidatos à reeleição.
Comparação entre governos favorece Bolsonaro
A pesquisa também investigou a percepção popular sobre os governos recentes:
- 42% consideram o governo Bolsonaro melhor;
- 32% avaliam o governo Lula como superior.
O restante dos entrevistados não soube opinar ou considera ambos equivalentes. O dado indica uma inversão em relação aos primeiros anos do atual governo, quando Lula aparecia melhor avaliado nesse comparativo.

(Bolsonaro no evento Marcha Para JESUS, na cidade de Manaus/AM, em 2022.Crédito: Alan Santos)
Avaliação por temas: Flávio Bolsonaro lidera em áreas-chave
Quando questionados sobre qual candidato seria mais eficiente em temas centrais para o país, os entrevistados apontaram vantagem de Flávio Bolsonaro em diversos aspectos:
- Economia e inflação;
- Segurança pública e combate ao tráfico;
- Controle de gastos públicos;
- Infraestrutura;
- Geração de empregos.
Lula aparece à frente apenas em:
- Combate à pobreza e desigualdade social.
Já na área da educação, há empate técnico entre os dois.

(Menor patamar da Selic – até agora – no governo Lula foi de 10,50% ao ano, sendo atingida em maio de 2024.
Já no governo Bolsonaro, o menor patamar da Selic foi 2,00% ao ano e vigorou de agosto de 2020 até março de 2021, durante a pandemia de Covid-19)
Comparativo da inflação dos alimentos essenciais: Governo Bolsonaro × Governo Lula
Durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022), os preços dos alimentos subiram com muita força, acumulando 48–50% de alta em quatro anos. A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia foram fatores cruciais para esse aumento, pois provocaram disrupções nas cadeias globais de suprimentos, alta nas commodities internacionais e choques de oferta em energia e fertilizantes.
No governo Luiz Inácio Lula da Silva (janeiro/2023 até março/2026), a inflação acumulada de alimentos foi bem mais moderada, em torno de 14–16% em pouco mais de três anos (12,0% nos primeiros 32 meses). No entanto, as altas observadas, especialmente em 2024, são atribuídas por analistas a gastos públicos elevados do governo federal. Apesar de ter aumentado significativamente a arrecadação, o governo não conseguiu administrar o equilíbrio fiscal de forma mais rigorosa, o que gerou pressões inflacionárias.
Enquanto Bolsonaro promoveu redução de impostos (como zerar tributos federais sobre combustíveis e cortar IPI), o governo Lula implementou mais de 28 medidas de aumento ou criação de impostos nos primeiros três anos de mandato.
Governo Lula – itens que mais pesaram na cesta básica durante a sua gestão:
- café moído (chegou a +39,6% a +99% no pico);
- batata, arroz (alta forte em 2024, seguida de queda em 2025/2026) e
- carnes (+20,8% no pico).
Governo Bolsonaro – as maiores altas foram:
- em carne bovina (cerca de +74%);
- leite, arroz e feijão (acima de 50% em muitos casos).
- Quase todos os produtos essenciais subiram bem acima da inflação geral.
Rejeição dos candidatos e impacto eleitoral
A pesquisa também mediu a rejeição aos principais nomes políticos:
- Lula apresenta o maior índice de rejeição;
- Jair Bolsonaro aparece em segundo;
- Flávio Bolsonaro surge em terceiro.
Apesar da relevância desse indicador, analistas apontam que eleições tendem a ser decididas mais por preferência do que por rejeição — especialmente em cenários polarizados.

(Presidente Lula visita Sete Lagoas – Minas Gerais – no dia 20 de março de 2026. Foto: Flávio Tavares/ O TEMPO)
Eleitorado de centro pode definir eleição
Um dos pontos centrais do levantamento é o comportamento do eleitorado de centro. Esse grupo demonstra resistência tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro, buscando alternativas.
No entanto, em um eventual segundo turno, esses eleitores tendem a migrar para um dos polos, sendo decisivos no resultado final.
Possibilidade de voto útil, impacto de alianças e cenário aberto
Com a desistência de possíveis candidatos, como Ratinho Júnior, cresce a expectativa de consolidação do chamado “voto útil”, especialmente entre eleitores de centro-direita.
Além disso, articulações políticas — como a escolha de um vice competitivo (nomes como Romeu Zema e Tereza Cristina são citados) — podem influenciar diretamente o desempenho eleitoral.

(Romeu Zema e Tereza Cristina. Imagem gerada por inteligência artificial)
Apesar das tendências apontadas pelas pesquisas, o cenário ainda é considerado aberto. Fatores como alianças políticas, desempenho econômico e eventuais crises ou escândalos podem alterar significativamente o quadro eleitoral até o pleito.
📍 Referências:
▶️ https://www.poder360.com.br/poder-pes…
▶️ https://jovempan.com.br/noticias/poli…
▶️ https://fonte83.com.br/politica/pesqu…
▶️ https://static.poder360.com.br/2026/0…
▶️ https://www.cnnbrasil.com.br/politica…
▶️ https://www.poder360.com.br/poderdata…
▶️ https://tmc.com.br/politica/desaprova…
▶️ https://oantagonista.com.br/brasil/ca…
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