Presidentes do PL e União Brasil se reúnem com empresários em São Paulo e prometem travar a proposta na CCJ da Câmara. Governo Lula acelera tramitação para transformar a pauta em bandeira eleitoral em 2026.

Encontro com empresários em São Paulo define estratégia de bloqueio
Na noite de segunda-feira (23 de fevereiro de 2026), durante evento promovido pelo Grupo Esfera em São Paulo, os presidentes nacionais do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, anunciaram abertamente que vão articular para impedir o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 — seis dias consecutivos de jornada com apenas um dia de folga.
A estratégia é protelar a tramitação ainda na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, evitando que o texto chegue ao plenário.
Declarações fortes: “Segurar na CCJ” e “avassaladora no plenário”
Valdemar Costa Neto foi direto ao se dirigir aos empresários:
“A gente tem que ter inteligência e segurar que essa votação vá para o plenário, porque se ela for ao plenário, [a aprovação] vai ser avassaladora”.
Ele citou intenção de trabalhar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para barrar o projeto na comissão.
Antônio Rueda classificou a PEC como “muito danosa para a economia e para o setor produtivo”, alegando risco de onerar empresas, gerar inflação e servir apenas a interesses eleitorais:
“É muito claro que isso tem por finalidade colher dividendos eleitorais”.
O que diz a PEC: jornada máxima de 40 horas e preferência pelo 5×2
A proposta consolida textos apensados:
- Da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), com redução gradual da jornada para até quatro dias semanais em setores específicos;
- Do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), fixando jornada máxima de 40 horas semanais (transição possível para 36 horas), sem corte salarial e preferencialmente escala 5×2.
Hugo Motta encaminhou a PEC à CCJ no início de fevereiro e deve indicar o relator nesta semana (formalização prevista para 24/02). O governo espera aprovar a admissibilidade até o final de março, instalar comissão especial e votar no plenário em maio.
Impacto para milhões de trabalhadores — e para as eleições de 2026
Prioridade do Planalto para 2026 (ano de eleições municipais e legislativas), a PEC visa beneficiar milhões de brasileiros afetados pela escala 6×1, comum em comércio, serviços, vigilância e indústrias — com prejuízos à saúde, família e qualidade de vida.
Críticos da oposição e do setor empresarial alertam para aumento de custos (até 22% em alguns ramos) sem contrapartidas como redução de encargos.
Repercussão nas redes e na imprensa
As declarações viralizaram nas redes: perfis progressistas criticam a articulação como “contra o trabalhador”, enquanto perfis empresariais e de direita aplaudem. Vídeos de Valdemar e Rueda repercutiram milhares de vezes.
Cobertura em tempo real por Gazeta do Povo, UOL, O Globo, Folha, Poder360, Carta Capital e Brasil 247.
E em Rondônia? Impacto direto no comércio e serviços locais
Em Rondônia — especialmente em Cacoal, Ji-Paraná e Porto Velho —, a escala 6×1 predomina em supermercados, lojas, postos de combustíveis e segurança patrimonial. A aprovação da PEC poderia melhorar a vida de milhares de trabalhadores da Amazônia Legal, reduzindo jornadas exaustivas sem perda salarial.
O Portal Política do Bem acompanha o tema e trará atualizações sobre a CCJ e reações locais.
O que você acha dessa articulação? A PEC do fim da 6×1 beneficia os trabalhadores ou onera demais as empresas? Deixe sua opinião nos comentários!










