Política do Bem analisa cenário do DF: fusões partidárias, críticas a “forasteiros” e bastidores das eleições de 2026

Dedé Roriz: Odir, o Política do Bem está consolidado. Já são quase três meses e vários temas que a gente trouxe aqui acabaram pautando a grande mídia. Você sente isso também?

Odir Ribeiro: Sinto demais. Muita coisa saiu primeiro aqui. A fusão partidária, articulações locais… o podcast virou referência. A gente não faz só opinião, a gente traz bastidor político de verdade.


Dedé: Vamos começar falando de cenário eleitoral. Você tem sido crítico a candidaturas que não têm identidade com Brasília. Por quê?

Odir: Porque política local exige vivência. Não dá para alguém chegar de paraquedas, visitar hospital uma semana, escola na outra, e dizer que conhece a cidade. Isso é projeto de poder, não compromisso com o DF. Quem nasce ou constrói trajetória aqui entende os problemas reais.


Dedé: Você acredita que esse tipo de candidatura prejudica nomes que já têm história política no DF?

Odir: Prejudica sim. Principalmente dentro do próprio campo ideológico. Fragmenta voto e enfraquece quem já construiu base legítima.


Dedé: Indo para o xadrez partidário: o que você achou da federação entre PP e União Brasil?

Odir: Foi uma jogada de mestre. Nacionalmente virou a maior força do Congresso. Aqui no DF, nasce muito forte. Já começa com três distritais e, na minha conta, pode eleger cinco distritais e até dois federais.


Dedé: E quem mais se beneficia disso?

Odir: Claramente a vice-governadora Celina Leão. Ela já lidera pesquisas, tem apoio do governo e agora conta com a maior estrutura partidária do país. Sai muito fortalecida para 2026.


Dedé: E a fusão entre Podemos e Partido da Social Democracia Brasileira?

Odir: É diferente. Fusão vira um partido só, número único, comando único. Para quem quer disputar eleição, pode ser interessante porque o partido fica mais organizado e com nominata mais “limpa”. Aqui no DF pode virar opção para quem busca espaço.


Dedé: Um tema que chamou atenção foi sua análise sobre as maiores dores da população. Todo mundo fala saúde, mas você trouxe outro dado.

Odir: Segurança pública. A pesquisa mostra isso. A pessoa no dia a dia tem medo de ser assaltada, não de hospital. Saúde preocupa quando você está doente. Segurança afeta todo dia: ônibus, comércio, rua. Por isso pesa mais.


Dedé: Então a oposição erra quando foca só em hospital e UPA?

Odir: Erra na estratégia. Hospital gera imagem forte, mas não conversa com o cotidiano da maioria. O eleitor quer andar tranquilo na rua.


Dedé: Você defende uma proposta curiosa: “bolsa academia”. Explica isso.

Odir: Prevenção. Exercício físico reduz diabetes, pressão alta, depressão. Menos gente doente significa menos gasto hospitalar. Investir em atividade física é economizar lá na frente.


Dedé: Vamos falar de Brasília e eleições de 2026. Você acha que o favoritismo hoje é claro?

Odir: Hoje, sim. A base governista larga na frente. Quem construiu mandato, entregou obras e tem estrutura partidária sai com vantagem. Política é organização.


Dedé: Mudando um pouco: a polêmica da camisa vermelha da Seleção. Política demais ou marketing?

Odir: Marketing puro. A Nike ganhou mídia gratuita. Todo mundo discutindo camisa enquanto o Brasil nem técnico tem. Estratégia brilhante de buzz.


Dedé: Pra fechar: qual o papel do Política do Bem nesse cenário?

Odir: Informar sem ataque pessoal. A gente critica decisões políticas, não pessoas. O DF precisa de debate qualificado, não briga vazia.


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