Entrevistador: Dedé Roriz
Convidada: Giza (editora-chefe do Jornal Capital Federal e pré-candidata a deputada distrital)
A editora-chefe do Jornal Capital Federal, Gisa Soares, anunciou sua pré-candidatura a deputada distrital pelo partido Mobiliza, com uma proposta centrada na inclusão e na defesa das pessoas com deficiência, especialmente autistas e mulheres em situação de vulnerabilidade.
Em entrevista ao podcast Política do Bem, apresentado por Dedé Roriz, Gisa falou sobre sua trajetória de vida, os desafios enfrentados como mulher autista e os motivos que a levaram a entrar na política. Com um discurso firme, ela afirma que sua candidatura nasce da vivência pessoal e do desejo de transformar dor em políticas públicas efetivas.
🎙️ Entrevista
Dedé Roriz: O que levou você a se tornar pré-candidata a deputada distrital e por qual partido?
Gisa: Estou vindo pelo Mobiliza. O que me levou foi a minha vivência. Eu fui invisível por muito tempo como mulher atípica. Eu não imagino a dor das pessoas, eu sinto na pele. Quero ser a voz das mulheres atípicas, das pessoas com deficiência e das mães que sofrem em silêncio.
Dedé Roriz: O que você acredita que pode somar na luta pelas pessoas com deficiência?
Gisa: Estou desenvolvendo agentes de inteligência artificial para apoiar essas pessoas, principalmente mulheres em vulnerabilidade. Inclusive, meu projeto está sendo divulgado pelo Sebrae. Quero unir tecnologia e políticas públicas para dar suporte real.
Dedé Roriz: Por que sair do jornalismo para a política?
Gisa: Porque eu sinto na pele. Esse é o diferencial. Eu e outros representantes PCD podemos unir forças e dar voz a quem não tem. Muitas situações graves não aparecem nem nas estatísticas.
Dedé Roriz: Quando você descobriu que era autista?
Gisa: Depois de muitas situações difíceis. Eu não entendia por que não reagia como as pessoas esperavam. Fui buscar ajuda médica e tive o diagnóstico. Isso me trouxe liberdade.
Dedé Roriz: Como é lidar com um autismo que muitas pessoas não percebem?
Gisa: O autismo não tem cara. Muitas mulheres aprendem a se “mascarar”. Eu vivi 50 anos sem saber que era autista, então aprendi a disfarçar. Mas isso cobra um preço emocional.
Dedé Roriz: Você está preparada para o ambiente de confronto da política?
Gisa: Sim. Meu travamento é pessoal, não quando preciso defender o que acredito. Sempre fui corajosa e combativa.
Dedé Roriz: Você se posiciona mais à direita ou à esquerda?
Gisa: Sou de centro-direita, uma direita moderada.
Dedé Roriz: Quem você apoia para o Governo do Distrito Federal?
Gisa: Celina Leão. Entre os nomes apresentados, é a que considero mais preparada.
Dedé Roriz: E para presidente?
Gisa: Bolsonaro, especificamente Flávio Bolsonaro.
Dedé Roriz: Como você lidará com eleitores que discordam politicamente de você?
Gisa: Eu respeito, mas mantenho minha opinião. Se a pessoa não quiser votar em mim por isso, tudo bem. Eu tenho posicionamento.
Dedé Roriz: Como sua história pessoal influenciou essa decisão?
Gisa: Eu fui moradora de rua na infância, pedi esmola em Brasília. Venho de uma família desestruturada. Tudo isso me fez entender a dor das pessoas e querer mudar essa realidade.
Dedé Roriz: Quem é Gisa Soares?
Gisa: Sou uma mulher autista, mãe, avó, independente. Isso não me define. Eu sou dona de mim e quero ajudar outras pessoas a conquistarem seus direitos.
Dedé Roriz: Por que escolher o Mobiliza?
Gisa: Pelo acolhimento. Eles me deram suporte emocional, não só político.
Dedé Roriz: Qual é sua principal bandeira?
Gisa: Dar voz a quem não tem voz. Hoje, muitas pessoas com deficiência não aparecem nem nas estatísticas. Sem dados, não há políticas públicas eficazes.
Dedé Roriz: O eleitor pode confiar em você?
Gisa: Sim. Porque eu não estou entrando na política por poder. Estou entrando para lutar por direitos. Inclusão não é favor, é direito.
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