No mais recente episódio do Podcast Política do Bem, apresentado por Dedé Roriz e Odir Ribeiro, a convidada foi a subsecretária de Promoção das Mulheres do Distrito Federal e primeira suplente de deputado distrital, Renata Daguiar. Durante mais de uma hora de conversa, Renata falou sobre sua trajetória, o trabalho que desenvolve no governo, a defesa do terceiro setor, o papel das mulheres na política e até sobre sua paixão pelo beach tennis.
Da Estrutural à suplência parlamentar
Carioca, auditora de carreira do Governo Federal, Renata chegou a Brasília em 2014 e, logo nos primeiros meses, buscou se envolver em ações sociais. Passou a atuar no lixão da Estrutural, oferecendo apoio e capacitação para catadores.
Inspirada por um ensinamento de sua mãe — “Quanto mais abençoada é uma pessoa, maior é a sua responsabilidade social” — formalizou seu trabalho no terceiro setor. Em 2018, disputou a primeira eleição pelo PP e recebeu cerca de 3.900 votos.
Em 2022, já mais experiente, triplicou a votação e alcançou 11.473 votos, tornando-se primeira suplente do deputado Rogerinho Morro da Cruz.
Autonomia econômica para as mulheres
À frente da subsecretaria, Renata atua para promover políticas públicas voltadas à autonomia econômica e à saúde mental das mulheres.
Ela destaca cursos de capacitação que vão desde o empreendedorismo até formações para o mercado formal, como cuidadoras de idosos, profissionais da beleza e design de sobrancelhas.
“Queremos que a mulher tenha independência e oportunidades. Muitas vezes, uma habilidade simples pode transformar a renda familiar e mudar destinos”, afirmou.
A força do terceiro setor
Renata defende que o terceiro setor é um “braço essencial do Estado” e, no DF, cumpre papel ainda mais estratégico pela ausência de vereadores.
Ela pretende propor a criação de um Fundo do Terceiro Setor, com teto para contemplar instituições menores e garantir que mais organizações recebam recursos.
“Muitas instituições realizam trabalhos incríveis, mas sofrem com burocracia e falta de apoio. É preciso dar segurança jurídica e condições para que sobrevivam”, pontuou.
Olhar sensível, sem disputa entre gêneros
Ao comentar sobre a participação feminina na política, Renata rejeita a ideia de oposição entre homens e mulheres.
“Não há disputa. Homens e mulheres se complementam e podem potencializar a sociedade. Precisamos de mais mulheres em espaços de decisão porque sabemos, na prática, o que nos afeta diretamente”, disse, citando o exemplo de compras públicas que desconsideravam necessidades femininas, como absorventes adequados.
Eleições 2026 no horizonte
Sobre 2026, Renata não confirmou a sigla pela qual deve concorrer, mas reforçou que está alinhada à vice-governadora Celina Leão e ao governador Ibaneis Rocha.
“Hoje sou base e quero construir o melhor caminho junto ao grupo”, disse.
Sua base eleitoral é pulverizada, com votos significativos em Ceilândia, Guará, Samambaia e Taguatinga.
Do beach tennis à política
Apaixonada por beach tennis, Renata contou que o esporte é um momento de relaxamento e também de aprendizado.
“No começo, me colocavam como café com leite e eu só jogava quando alguém faltava. Com persistência, conquistei meu espaço. Na política é igual: é chegar cedo, ficar na rede e mostrar trabalho até ser reconhecida.”
Compromisso com a cidade
Ao final do programa, Renata se comprometeu a voltar ao podcast para anunciar, em primeira mão, seu partido para 2026.
Dedé Roriz encerrou destacando que, se eleita, espera que ela leve adiante suas bandeiras pelas mulheres, pelo terceiro setor e por mais representatividade na Câmara Legislativa.