Entrevistadora: Ingrid Pitman
Convidada: Dra. Lucila Nagata (ginecologista)
Em um cenário onde a saúde feminina ainda enfrenta barreiras de acesso, informação e acolhimento, a ginecologia assume um papel essencial na promoção de qualidade de vida para mulheres em todas as fases. Nesta entrevista exclusiva, a ginecologista Dra. Lucila Nagata conversa com a jornalista Ingrid Pitman sobre os principais desafios enfrentados pelas mulheres, a importância do diagnóstico precoce, além de temas sensíveis como vulnerabilidade, violência e saúde emocional.
Com uma abordagem humanizada, a médica destaca a necessidade de escuta ativa e políticas públicas mais eficazes, reforçando que cuidar da saúde da mulher vai muito além do atendimento clínico — envolve empatia, informação e respeito.
🎙️Entrevista
Ingrid Pitman: Dra. Lucila, seja bem-vinda. Para começarmos, o que a motivou a atuar na área da ginecologia?
Dra. Lucila Nagata:
A ginecologia me escolheu pela possibilidade de cuidar da mulher de forma integral. Não se trata apenas de tratar doenças, mas de acompanhar fases da vida, orientar, acolher e prevenir. A saúde feminina exige um olhar amplo e sensível.
Ingrid Pitman: Quais são hoje os principais desafios na saúde da mulher?
Dra. Lucila Nagata:
Os maiores desafios ainda são o acesso à informação e ao atendimento de qualidade. Muitas mulheres só procuram ajuda quando o problema já está avançado. Além disso, ainda existe muito tabu, especialmente em relação à saúde íntima e emocional.
Ingrid Pitman: A senhora mencionou a importância do diagnóstico precoce. Por que isso é tão fundamental?
Dra. Lucila Nagata:
Porque salva vidas. Exames preventivos, como o Papanicolau e a mamografia, permitem identificar doenças ainda no início, aumentando muito as chances de tratamento eficaz. A prevenção é sempre o melhor caminho.
Ingrid Pitman: Existe uma relação entre saúde ginecológica e vulnerabilidade social?
Dra. Lucila Nagata:
Sim, totalmente. Mulheres em situação de vulnerabilidade têm menos acesso a cuidados, informação e proteção. Isso aumenta o risco de doenças, gravidez não planejada e até violência. A saúde da mulher também é uma questão social.
Ingrid Pitman: Falando em violência, como a ginecologia pode ajudar nesses casos?
Dra. Lucila Nagata:
O consultório muitas vezes é o primeiro lugar onde essa mulher consegue falar. Por isso, é essencial que o profissional esteja preparado para acolher sem julgamento, identificar sinais e encaminhar para a rede de apoio. A escuta é fundamental.
Ingrid Pitman: Muitas mulheres ainda têm medo ou vergonha de ir ao ginecologista. Como mudar isso?
Dra. Lucila Nagata:
Com informação e acolhimento. É importante desmistificar o atendimento, mostrar que é um cuidado necessário e que deve ser feito em um ambiente seguro e respeitoso. A confiança entre médica e paciente faz toda a diferença.
Ingrid Pitman: Existe alguma orientação básica que toda mulher deveria seguir?
Dra. Lucila Nagata:
Sim: manter consultas regulares, realizar exames preventivos, observar o próprio corpo e não ignorar sinais como dores, alterações no ciclo ou secreções. E, principalmente, entender que saúde não é só ausência de doença, mas bem-estar físico e emocional.
Ingrid Pitman: Para finalizar, qual mensagem a senhora gostaria de deixar?
Dra. Lucila Nagata:
Cuidar da saúde não é um luxo, é um direito. Toda mulher merece acesso, informação e respeito. Quanto mais cedo esse cuidado começa, melhores são os resultados ao longo da vida.
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