Entrevistadora: Ingrid Pitman
Convidada: Andreia Leal
Em conversa leve e acolhedora com Ingrid Pitman, especialista fala sobre depressão, ansiedade, infância, redes sociais, espiritualidade e a importância de criar rituais diários de bem-estar
Cuidar do corpo já virou rotina para muita gente. Academia, alimentação saudável e estética estão na agenda semanal. Mas e a mente?
No programa Vitrine Saúde e Beleza, a apresentadora Ingrid Pitman recebeu a psicoterapeuta Andreia Leal para um bate-papo profundo — e ao mesmo tempo leve — sobre saúde mental, prevenção emocional e qualidade de vida.
Com quase três décadas de experiência clínica, Andreia compartilhou vivências pessoais, explicou como identificar sinais de depressão e ansiedade, falou sobre infância, adolescência, redes sociais, espiritualidade e ainda ensinou técnicas simples para cultivar bem-estar no dia a dia.
A seguir, confira os principais trechos da entrevista em formato de perguntas e respostas.
Ingrid Pitman:
Andreia, conta pra gente um pouco da sua história. Por que você escolheu a psicologia?
Andreia Leal:
Eu sempre fiquei dividida entre comunicação e psicologia. Meu pai era jornalista, então cresci nesse meio. Mas, no magistério, tive um professor de Introdução à Psicologia que me desafiava muito. Ele me indicou um livro, eu li de uma vez só e ali virou a chave. Entendi que queria compreender pessoas, suas dores, suas histórias. Aquilo virou missão de vida.
Ingrid:
Você já passou por depressão. Isso mudou sua visão profissional?
Andreia:
Totalmente. Quando cheguei a Brasília, senti muita solidão e tive depressão e síndrome do pânico. Isso me ensinou algo fundamental: profissional de saúde mental também adoece. A gente é humano. E essa vivência me tornou uma terapeuta mais empática.
Ingrid:
Muita gente acha que só procura terapia quando “está no fundo do poço”. Todo mundo deveria fazer?
Andreia:
Eu acredito que sim, pelo menos em algum momento da vida. Terapia não é só para crises. É prevenção, autoconhecimento, organização emocional. Se cuidássemos antes, teríamos menos adultos adoecidos.
Ingrid:
Os problemas da vida adulta realmente nascem na infância?
Andreia:
Grande parte, sim. A infância é a base da nossa segurança emocional. Quando falta acolhimento, afeto ou escuta, a pessoa cresce mais frágil, insegura. Por isso é tão importante oferecer suporte psicológico para crianças e adolescentes.
Ingrid:
Os pais conseguem perceber quando um filho não está bem?
Andreia:
Os sinais aparecem no comportamento:
• isolamento
• choro fácil
• alteração no apetite
• perda de interesse
• mudanças bruscas de humor
O problema é que muitos pais negam ou não percebem por causa da correria do dia a dia. Mas observar é essencial.
Ingrid:
Depressão é só emocional ou também biológica?
Andreia:
É um conjunto. Tem ambiente, experiências de vida e também fatores biológicos e hormonais. Às vezes o cérebro está desregulado. E aí, sim, pode ser necessário medicamento. Não é vergonha nenhuma tratar com psiquiatra.
Ingrid:
Você fala muito sobre “passagem de ciclos”. Por que isso dói tanto?
Andreia:
Porque a gente resiste às mudanças. Separação, envelhecimento, perda de emprego, morte… tudo isso exige desapego. E o ser humano sofre para aceitar o fim de fases. A depressão muitas vezes nasce dessa não aceitação.
Ingrid:
Qual é o maior erro da vida moderna hoje?
Andreia:
A gente só cuida do externo: corpo, dinheiro, aparência, sucesso. Mas negligencia o interior. Vive acelerado, dorme mal, não brinca, não descansa. Estamos estafados — só trocaram o nome para “estresse”.
Ingrid:
Você ensina uma técnica simples de bem-estar. Como funciona?
Andreia:
Eu peço que a pessoa planeje pequenos prazeres diários.
Pode ser:
• academia
• café com o marido
• fazer a unha
• encontrar amigas
• assistir a um filme
• cuidar das plantas
Depois vem o mais importante: contemplar o momento. Estar presente. Não fazer no automático.
Ingrid:
As redes sociais estão piorando a saúde mental?
Andreia:
Muito. A gente perde tempo demais comparando a própria vida com a dos outros. E isso é injusto, porque ninguém posta fracasso. Só sucesso. Precisamos viver mais o real e menos o virtual.
Ingrid:
Animais e plantas ajudam na saúde mental?
Andreia:
Demais! Eles dão propósito, rotina, companhia. Não é terapia, mas é terapêutico. Cuidar de outro ser vivo traz sentido e reduz a solidão.
Ingrid:
Homens também precisam de terapia?
Andreia:
Com certeza. E quando procuram, geralmente levam muito a sério. Precisamos quebrar o mito de que homem não pode demonstrar fragilidade. Saúde mental é humana, não é feminina.
Ingrid:
Se você pudesse deixar uma mensagem final, qual seria?
Andreia:
Aprendam a desacelerar. Planejem momentos de alegria. Aceitem os ciclos da vida. Peçam ajuda quando necessário.
Bem-estar é construção diária.
📌 Serviço
Psicoterapeuta: Andreia Leal
Instagram: @andreialeal29
Atendimento: Clínica Eli Formiga – Brasília https://www.eliformigasaudeemequilibrio.com/
📲 REDES SOCIAIS:
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