O Xadrez do PL: Valdemar Costa Neto revela estratégia para Michelle Bolsonaro e o futuro de Jair
Em uma declaração recente, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, abriu o jogo sobre os bastidores da sigla e os desafios pessoais e políticos enfrentados pela família Bolsonaro. Entre a necessidade de cumprir cotas partidárias e a surpresa com o desempenho de Michelle Bolsonaro, Valdemar desenha um cenário de reconstrução para as próximas eleições.
A Ascensão de Michelle: de estratégia familiar a “fenômeno” eleitoral
O que começou como uma tentativa de reorganizar o núcleo político da família após a derrota eleitoral acabou revelando uma força política inesperada. Valdemar afirmou que a indicação de Michelle para a presidência do PL Mulher tinha, inicialmente, o objetivo de mantê-la mais próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo sem experiência prévia no cargo.
No entanto, os números surpreenderam a cúpula do partido. Com a exigência de investir 5% do fundo partidário em lideranças femininas, o PL passou a enxergar em Michelle um ativo estratégico. Segundo Valdemar, pesquisas internas apontaram Michelle empatada com Lula, aparecendo ao lado de nomes como o próprio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas como um “fenômeno” de popularidade.
O desafio pessoal e a rotina no presídio
Apesar do bom desempenho nas pesquisas, Valdemar descreveu uma rotina marcada por desgaste pessoal. Ele relatou que Michelle acompanha de perto a situação de Jair Bolsonaro na prisão, enfrentando um cotidiano pesado e de pressão constante.
“Ela não foi consultada sobre essa decisão do Bolsonaro com o Flávio e está se ajustando”, afirmou Valdemar, indicando ruídos internos, mas também sinalizando que a ex-primeira-dama caminha para uma entrada mais ativa na campanha.
O “triunvirato” da campanha e a saúde de Bolsonaro
Valdemar definiu o que considera os três pilares estratégicos da direita para o ciclo eleitoral:
- Nikolas Ferreira: força de comunicação com o eleitorado jovem.
- Tarcísio de Freitas: referência de gestão e articulação em São Paulo.
- Michelle Bolsonaro: capacidade de mobilização nacional.
A preocupação central, porém, segue sendo a saúde de Jair Bolsonaro. O ex-presidente, que já passou por oito cirurgias desde o atentado de 2018, continua lidando com complicações recorrentes e limitações físicas.
Perspectivas judiciais: o fator Alexandre de Moraes
Com visão pragmática, Valdemar Costa Neto demonstrou ceticismo quanto a uma soltura imediata de Bolsonaro. Para ele, existe a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes manter a prisão até o encerramento do processo eleitoral.
“Se perdermos a eleição, o Bolsonaro vai ficar mais oito anos fechado”, afirmou Valdemar, reforçando a urgência de reorganização estratégica dentro do PL para preservar o grupo e o futuro político do ex-presidente.











