Em uma entrevista aprofundada ao podcast Política do Bem, apresentado por Dedé Roriz, o deputado distrital Thiago Manzoni (PL) fez um balanço de seu primeiro mandato, abordou pautas centrais como família, educação, segurança pública e emendas parlamentares, além de analisar o cenário político local e nacional para 2026.
Ao longo da conversa, Manzoni destacou sua atuação como parlamentar de opinião, a defesa dos valores conservadores no Distrito Federal e o alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro, reafirmando sua visão de que a política deve ser instrumento de serviço à população, e não de interesses pessoais.
Entrevistador: Dedé Roriz
Convidado: Thiago Manzoni – Deputado Distrital (PL)
Podcast: Política do Bem
Dedé Roriz:
Deputado, sua eleição em 2022 foi considerada uma grande surpresa. Sua votação foi expressiva e, hoje, seu nome aparece bem posicionado em pesquisas. Na sua avaliação, a que se deve esse resultado?
Thiago Manzoni:
O Distrito Federal é conservador e majoritariamente de direita. Em 2022, o eleitor buscava representantes alinhados à defesa da família, da liberdade econômica, das liberdades individuais e dos valores conservadores nos costumes — não apenas como discurso, mas como estilo de vida.
Além disso, houve um trabalho de base consistente desde 2016, o apoio da deputada Bia Kicis e a filiação ao partido do presidente Jair Bolsonaro. Esse conjunto de fatores, somado à fé em Deus, tornou possível a eleição. Hoje, o eleitor acompanha o mandato, cobra coerência e fidelidade às pautas defendidas.
Dedé Roriz:
Você costuma ser visto como um parlamentar de opinião. Como você define esse perfil?
Thiago Manzoni:
Vejo a política dividida, basicamente, em dois perfis: o político distributivista e o político de opinião.
O deputado distrital acumula funções de vereador e deputado estadual, mas entendo que o parlamentar deve exercer, sobretudo, um papel conceitual e de posicionamento. Meu eleitor não me cobra promessas administrativas; ele quer saber se estou defendendo a família, combatendo a doutrinação ideológica, reduzindo a burocracia e sendo fiel às bandeiras da direita e ao bolsonarismo.
Dedé Roriz:
Falando em família, o que o senhor conseguiu fazer de concreto na Câmara Legislativa para defender esses valores?
Thiago Manzoni:
Defendo que o direito de educar os filhos em valores morais, éticos e religiosos é dos pais, como prevê o Pacto de San José da Costa Rica.
Temos hoje cerca de oito ou nove projetos voltados à proteção das crianças contra a doutrinação ideológica nas escolas e à garantia do direito das famílias. É uma batalha constante, especialmente na Comissão de Educação, mas seguimos firmes nessa pauta.
Dedé Roriz:
O senhor é defensor das escolas cívico-militares. Pode explicar como funciona esse modelo?
Thiago Manzoni:
Nesse modelo, a Secretaria de Educação cuida da parte pedagógica, enquanto a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros são responsáveis pela disciplina.
Os resultados são claros: melhora no IDEB, aprovação superior a 85% por pais e alunos, fortalecimento de valores como hierarquia e disciplina e ampliação de atividades culturais, como bandas musicais. Não se trata de rigor excessivo, mas de organização e respeito, fundamentais para o aprendizado.
Dedé Roriz:
Sobre emendas parlamentares, o senhor já demonstrou uma postura pouco comum na política. Pode contar um exemplo?
Thiago Manzoni:
Meu entendimento é simples: o deputado serve para melhorar a vida das pessoas. Em alguns casos, destinei emendas para regiões onde outros grupos políticos atuavam e autorizei que o mérito fosse atribuído ao deputado local, desde que a obra fosse executada.
O importante é que a escola seja reformada, o hospital funcione melhor e a população seja atendida. O recurso não é do deputado; é do cidadão.
Dedé Roriz:
Onde foram aplicados os principais recursos do seu mandato?
Thiago Manzoni:
Na educação, destinamos recursos para escolas em Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Recanto das Emas, entre outras regiões, com reformas, ar-condicionado, quadras e até salas de cinema.
Na saúde, contribuímos para a reforma do segundo andar da ortopedia do Hospital de Base.
Na segurança, destinamos recursos para coletes balísticos e equipamentos.
Também investimos em capacitação tecnológica, com projetos que ensinam programação a jovens — hoje há cerca de 18 mil vagas abertas para programadores no DF.
Dedé Roriz:
Iluminação pública e calçadas também aparecem como demandas recorrentes. Qual a importância disso?
Thiago Manzoni:
Iluminação pública gera sensação de segurança, especialmente para mulheres que saem cedo para trabalhar. Destinamos recursos para a troca de iluminação por LED em várias regiões.
Quanto às calçadas, são uma das maiores queixas da população, sobretudo de idosos. Todos os anos destinamos emendas para a recuperação de calçadas, em parceria com a Novacap, respeitando critérios técnicos e cronogramas.
Dedé Roriz:
Entrando no cenário nacional: Bolsonaro inelegível, Lula com alta rejeição. Como o senhor vê 2026?
Thiago Manzoni:
A inelegibilidade do presidente Bolsonaro é injusta. Ele é, possivelmente, o político mais amado do país nas últimas décadas. A população quer votar nele.
Se, por algum motivo, ele não puder concorrer, quem decidirá o candidato da direita será ele. Quem ele indicar terá meu apoio. A liderança da direita no Brasil tem nome: Jair Bolsonaro.
Dedé Roriz:
E no cenário local do Distrito Federal, como o senhor avalia as articulações?
Thiago Manzoni:
A vice-governadora Celina Leão é a sucessora natural do governador Ibaneis. Demonstrou lealdade e competência.
O nome do secretário Gustavo Rocha surge como um excelente quadro técnico e político para compor a chapa. As conversas ainda estão em andamento e muita coisa pode mudar, mas vejo esse grupo com bons olhos.
Dedé Roriz:
Existe a possibilidade de o senhor disputar uma vaga de deputado federal em 2026?
Thiago Manzoni:
Estou à disposição do meu partido. Se entenderem que contribuo mais como deputado federal, subo. Se for melhor permanecer como distrital, fico.
Não tenho apego a cargo. A política deve ser serviço, não projeto pessoal. O importante é fortalecer o grupo da direita e representar bem a população.
Dedé Roriz:
Para encerrar: o que fez o senhor sentir que valeu a pena ser deputado?
Thiago Manzoni:
Ver a transformação nas escolas e hospitais é algo que marca profundamente. Quando uma criança ou uma mãe agradece pelo que foi feito, isso não tem preço.
Além disso, subir à tribuna e ser a voz das famílias conservadoras do DF é uma honra. Representar aquilo que milhões acreditam é algo que levarei comigo para sempre, independentemente do tempo que eu fique na política.
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