Você exagerou no carnaval e agora não sabe por onde recomeçar?
Então essa entrevista é pra você! No episódio de estreia do podcast Vitrine Saúde e Beleza, Ingrid Pittman conversa com a nutricionista Thaís Lamas sobre como emagrecer sem sofrimento, respeitando o corpo, os horários e a saúde mental.
Tem dicas práticas de pós-carnaval, mitos das dietas milagrosas, jejum intermitente, treino certo, suplementação e até sobre as famosas canetas de emagrecimento. Aperta o play e descubra como cuidar do corpo sem cair em promessas impossíveis.
Entrevistadora: Ingrid Pitman
Entrevistada: Thaís Lamas (Nutricionista)
Podcast: Vitrine Saúde e Beleza
Ingrid Pitman:
Oi, gente! Eu sou a Ingrid Pittman e hoje estou estreando o meu podcast Vitrine Saúde e Beleza. Para abrir com chave de ouro, convidei uma amiga de infância e uma nutricionista super conceituada aqui em Brasília: Thaís Lamas. Thaís, conta pra gente: quem é você e por que escolheu ser nutricionista?
Thaís Lamas:
Eu escolhi a nutrição por uma vivência pessoal. Sempre tive oscilações de peso por questões genéticas e familiares. Isso me fez querer entender o que me levava a engordar. Eu percebi que não sabia comer direito e isso explicava minha obesidade. A vontade de entender meu próprio corpo foi o principal motivo que me levou à profissão.
Ingrid:
Muita gente escolhe a profissão por causa de uma dor da infância ou adolescência, né? E agora vamos falar do pós-carnaval. A pessoa que exagerou na comida, na bebida ou parou de treinar: o que fazer?
Thaís:
Quase todos que voltam ao consultório depois do carnaval estão com uns 3 kg a mais. Isso acontece por excesso de comida, bebida, falta de hidratação, mudança de horários e menos atividade física. O corpo não sabe se é feriado ou não. Ele precisa de rotina.
O erro é querer voltar malhando pesado logo de cara. Enquanto houver álcool no corpo, não existe construção muscular. Forçar musculação só aumenta o estresse oxidativo e pode até piorar a massa muscular.
A dica é: nos primeiros 15 dias, foque em cardio, bicicleta, caminhada, HIIT. Nada de carga pesada. Aposte em jejum intermitente com low carb, hidratação correta e exercícios aeróbicos.
Ingrid:
Muita gente diz que mulher tem mais dificuldade para emagrecer. Isso é verdade?
Thaís:
A mulher tem mais variação hormonal, o que interfere no metabolismo. A partir dos 28 anos já começamos a ter queda hormonal. O segredo é respeitar o relógio biológico, o ciclo circadiano.
O sistema digestivo funciona melhor entre 8h e 14h. À tarde, entram em cena cérebro, coração e pulmão. Depois que escurece, o sistema digestório reduz. Comer tarde vira gordura.
Então, o diferencial é comer nos horários certos.
Ingrid:
Você já teve algum caso marcante só mudando horários?
Thaís:
Sim. Um paciente não queria fazer dieta. Eu só pedi para ele comer nos horários certos e fazer 20 a 30 minutos de exercício antes da primeira refeição. Em 40 dias, ele perdeu 6 kg sem sofrer. Depois disso, ele aceitou seguir dieta direitinho e chegou a perder mais de 25 kg.
Ingrid:
E quando o paciente diz: “Eu faço tudo certo e não emagreço”?
Thaís:
Não existe isso. Sempre tem algo errado. Eu viro detetive: olho rede social, rotina, bebida, beliscos. Sempre aparece um hambúrguer escondido ou um drink “esquecido”.
Não existe milagre: precisa de déficit calórico, exercício e, em alguns casos, medicamento.
Ingrid:
Quem trabalha o dia inteiro e chega tarde em casa, como faz?
Thaís:
Leva comida pronta. Não tem desculpa. Fazer marmita dá trabalho, mas comer errado também dá — e ainda dá doença.
Comida simples: arroz, feijão, legumes e proteína. Tudo pesado. Dieta empírica gera resultado empírico.
Ingrid:
Fala um pouco dos mitos das dietas milagrosas.
Thaís:
“Perca 7 kg em 10 dias” é mentira. Para emagrecer precisa de déficit calórico real.
Outro mito é pré-treino. Pré-treino é o que você comeu 4 horas antes, não 1 hora antes. A comida leva cerca de 4 horas para virar glicogênio muscular.
Se você come uma banana uma hora antes, ela ainda nem virou energia no músculo.
Ingrid:
E quem treina de manhã cedo?
Thaís:
O pré-treino foi a janta. Durante o sono, a digestão continua lenta. De manhã, ainda tem energia disponível. Não é falta de comida, é psicológico.
Ingrid:
Suplemento é necessário?
Thaís:
Só quando não dá para comer tudo que precisa. Suplemento é como remédio, deve ser usado com estratégia.
O ideal é comida de verdade. Suplemento entra para idosos, atletas, quem não consegue bater proteína ou em casos específicos.
Ingrid:
Essas canetas de emagrecimento funcionam?
Thaís:
Funcionam, mas com orientação. Quem precisa perder 30 ou 40 kg pode usar como incentivo inicial.
Mas sem dieta, a pessoa perde músculo, fica flácida, passa mal e depois engorda tudo de novo.
Obesidade é doença crônica, precisa de controle para a vida inteira.
Ingrid:
Então precisa de mais que dieta?
Thaís:
Sim. Equipe multidisciplinar: médico, nutricionista, educador físico, psicólogo e às vezes psiquiatra.
Compulsão alimentar não é só falta de força de vontade. É doença.
Ingrid:
Para encerrar, você deixou uma dieta pós-carnaval para o pessoal, né?
Thaís:
Sim. É um modelo de jejum intermitente com low carb, com pesos e porções. Não substitui consulta, mas dá uma boa noção.
Quem quer resultado precisa de balança para pesar comida. Sem isso, o resultado é “mais ou menos”.
Ingrid:
Obrigada, Thaís, por abrir o Vitrine Saúde e Beleza comigo. Foi incrível!
Thaís:
Eu que agradeço. Sigam as dicas, cuidem da saúde e até os próximos episódios!
Ingrid:
Até o próximo episódio do Vitrine Saúde e Beleza!
🎙️ Já está no ar!
Clique no link do YouTube e assista à entrevista completa!
👉▶️ https://youtu.be/AKDLKiBUjM4?si=RKRXXlfq4jH2YpRL










