As contas do setor público brasileiro fecharam 2025 com deterioração fiscal e déficit maior que o registrado no ano anterior. Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil apontam que o setor público consolidado — que reúne governo federal, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 55 bilhões, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2024, o rombo havia sido menor, de R$ 47 bilhões (0,4% do PIB).
O principal responsável pelo resultado negativo foi o governo federal, que fechou o ano com déficit de R$ 58 bilhões. Em sentido contrário, estados e municípios apresentaram superávit de R$ 9 bilhões, ajudando a reduzir parcialmente o impacto nas contas totais.
Estatais pressionam o resultado
O desempenho das empresas públicas também pesou no resultado fiscal. As estatais federais registraram déficit de R$ 5 bilhões, o segundo pior resultado da série histórica do Banco Central, iniciada em 2002.
Grande parte do rombo vem dos Correios, que enfrentam uma grave crise financeira. A estatal acumulou prejuízos bilionários nos últimos anos e, apenas em 2025, pode ter encerrado o exercício com perdas próximas de R$ 10 bilhões, segundo estimativas de mercado. Para manter as operações, a empresa contratou empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional.
Outra companhia sob pressão é a Eletrobras, responsável pelas usinas nucleares, que negocia com bancos públicos a suspensão temporária de cobranças de dívidas de quase R$ 7 bilhões para aliviar o caixa.
Brasil arrecada recorde de impostos em 2025, mas mesmo assim fecha o ano no déficit
Em 2025, o governo federal brasileiro alcançou um recorde histórico na arrecadação de tributos, com a soma de impostos, contribuições e outras receitas totalizando cerca de R$ 2,89 trilhões no ano — o maior valor já registrado na série histórica da Receita Federal.
Esse desempenho representa um crescimento real (ou seja, já descontada a inflação) em comparação com 2024, quando o valor arrecadado também havia sido recorde, mas menor.
Impacto no orçamento e no cidadão
O rombo das estatais já afeta diretamente o orçamento federal. O governo foi obrigado a bloquear R$ 3 bilhões em despesas previstas para 2025, reduzindo recursos para investimentos e políticas públicas.
Especialistas alertam que déficits recorrentes limitam a capacidade de o governo investir em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura, além de pressionar o endividamento público.
Ajuste fiscal no radar
Economistas defendem que o país precisará avançar em cortes de gastos, revisão de despesas e maior controle fiscal para recuperar o equilíbrio das contas e voltar a gerar superávits primários nos próximos anos.
🔎 Fontes citadas
- Agência Brasil — Contas públicas têm déficit de R$ 55,021 bilhões em 2025, com dados do Banco Central.
- Exame — Detalhamento do déficit primário de R$ 55 bilhões e comparação com 2024.
- Crusoé — Estatais federais registram déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025 (segundo pior histórico).
- Poder360 — Confirmação do déficit de R$ 5,1 bilhões das estatais federais, excluídos bancos públicos e Petrobras.
- Gazeta do Povo — Rombo das estatais, impulsionado pelos Correios, levou ao bloqueio de R$ 3 bilhões no orçamento.
- Gazeta do Povo — Estatais federais acumularam déficit significativo até novembro, puxado pelos Correios
- 🔗 Relatório “Estatísticas Fiscais” no site do Banco Central (dados oficiais do setor público consolidado):
👉 https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais - 🔗 “Arrecadação federal bate recorde de R$ 2,89 trilhões em 2025” — notícia publicada pela Agência Brasil, com base em dados divulgados pela Receita Federal do Brasil:
👉 https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/arrecadacao-federal-bate-recorde-de-r-289-trilhoes-em-2025
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