🎤 Podcast: A Voz Da Comunidade
Entrevistador: Peterson Martins
Convidado: Jonathan Araújo (presidente da Feira Central de Ceilândia e vice-presidente do Sindicato dos Feirantes)
Nascido e criado em Ceilândia, forjado no comércio popular e moldado pela vivência diária da periferia, Jonathan Araújo construiu sua trajetória a partir da feira — e para a feira. Presidente da Feira Central de Ceilândia e vice-presidente do Sindicato dos Feirantes, Jonathan se tornou uma das principais vozes do segmento no Distrito Federal.
Nesta entrevista concedida a Peterson Martins, ele fala sobre sua origem, os desafios da gestão pública, a luta por segurança jurídica, saúde, educação, segurança pública e explica por que decidiu se lançar como pré-candidato a deputado distrital em 2026.
Peterson Martins:
Jonathan, para começar, quem é você antes de ser uma figura pública?
Jonathan Araújo:
Sou filho da Ceilândia com muito orgulho. Nasci em 1984, filho de uma feirante e de um cobrador da TCB. Cresci aprendendo que o valor do trabalho honesto é inegociável. Trabalhei desde cedo na banca, vendendo confecção, aprendendo o comércio na prática. Casei, formei família, sou pai, esposo, pastor e feirante. Tudo que eu sou hoje nasceu ali, na feira.
Peterson:
O que te motivou a entrar na vida pública?
Jonathan:
Nunca foi um projeto de poder. Foi necessidade. A feira precisava mudar. Em 2015, um grupo de amigos começou a conversar sobre renovar a presidência, modernizar a gestão. Perdemos a primeira eleição por apenas 14 votos. Aquilo me mostrou que estávamos no caminho certo. Persistimos, aprendemos, crescemos — e em 2016 vencemos. Desde então, estou no terceiro mandato como presidente da Feira Central de Ceilândia.
Peterson:
Muita gente acha que administrar uma feira é simples. É mesmo?
Jonathan:
De forma alguma. Eu saí de administrar uma banca de 4,90m² para gerir uma área com mais de 7 mil metros quadrados e milhares de pessoas. São comerciantes, clientes, funcionários, jovens, idosos, evangélicos, católicos, espíritas… administrar uma feira é aprender a dialogar com a diversidade todos os dias.
Peterson:
Como foi sua chegada ao Sindicato dos Feirantes?
Jonathan:
Depois da primeira eleição, fui convidado a integrar o sindicato como vice-presidente. Ali passei a lidar com legislação, negociação com governos e defesa coletiva. Representamos mais de 100 feiras e cerca de 25 mil feirantes. Isso me deu uma visão muito mais ampla da realidade do Distrito Federal.
Peterson:
Qual é hoje o maior desafio dos feirantes?
Jonathan:
Segurança jurídica. O feirante investe no box, reforma, gera emprego, mas não tem garantia de permanência. A legislação atual permite que tudo seja licitado, colocando em risco anos de investimento. Estamos lutando para mudar isso, inclusive em nível federal, para proteger mais de 1 milhão de permissionários em todo o Brasil.
Peterson:
A Feira dos Importados é sempre citada como exemplo. Por quê?
Jonathan:
Porque lá o feirante é dono do espaço. Eles se organizaram em cooperativa, compraram a área, pagaram em parcelas e hoje têm autonomia. Segurança, limpeza, estrutura — tudo funciona melhor porque o Estado sai da gestão direta. Esse modelo precisa ser expandido.
Peterson:
E a Feira Central de Ceilândia, como você vê hoje?
Jonathan:
Ela é um patrimônio cultural, principalmente nordestino. A praça de alimentação vive cheia, mas o entorno precisa de revitalização, segurança e organização. O centro da Ceilândia perdeu força por abandono do poder público. Precisamos recuperar isso com políticas sérias.
Peterson:
O que te levou a se lançar como pré-candidato a deputado distrital?
Jonathan:
Percebi que os feirantes são uma das categorias que mais geram emprego e renda, mas não têm representação política forte. Uma única feira gera mais empregos que grandes supermercados. Ainda assim, somos tratados como “subclasse”. Isso é inadmissível. Decidi ser voz ativa para quem sempre trabalhou e nunca foi ouvido.
Peterson:
Se eleito, o que você pretende entregar à população além da pauta dos feirantes?
Jonathan:
Fiscalização séria, saúde funcionando, segurança pública integrada e educação fortalecida. Professor precisa ser valorizado. Educação política precisa entrar nas escolas. Saúde precisa de gestão eficiente, não só de prédios novos. E segurança exige efetivo, integração entre forças e presença do Estado na ponta.
Peterson:
Deixe uma mensagem final para quem está nos acompanhando.
Jonathan:
Sou feirante e tenho orgulho disso. A feira me formou, me ensinou a dialogar e a cuidar de pessoas. Em 2026, coloco meu nome à disposição como pré-candidato a deputado distrital para representar quem trabalha, gera emprego e sustenta o Distrito Federal. Se caminharmos juntos, ninguém nos para. Nós merecemos respeito, vez e voz.
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