Atualizado em 03/11/2026
Resumo: Ibaneis Rocha (MDB) não está entre os 15 indiciados do relatório parcial da PF sobre o caso Master, entregue ao STF em 28/10. Relatórios da PF apontam “atuação direta” dele na estratégia do BRB, o que a defesa nega. O pedido de prisão partiu de um deputado distrital do PT, não da Justiça.
O nome de Ibaneis Rocha segue no centro do caso Banco Master, a tentativa de compra do banco de Daniel Vorcaro pelo BRB, banco controlado pelo GDF. Veja o que dizem os documentos oficiais, o que pede a oposição e o que ainda falta a Polícia Federal concluir.
Ibaneis é investigado no caso Master?
Ibaneis não foi indiciado. O relatório parcial da PF entregue ao STF em 28/10, no Inquérito 5.026, indiciou 15 pessoas, entre elas Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Relatórios anteriores da PF enviados ao STF, revelados pelo g1, dizem que Ibaneis “não se limitou ao exercício regular de suas prerrogativas” e atuou de forma direta na expansão do BRB e na articulação com agentes privados.
Em depoimento à PF, Paulo Henrique Costa disse que Ibaneis pediu que ele estruturasse a venda do BRB ao Master, segundo o g1. É a versão de um indiciado, que ainda não foi confirmada por decisão judicial.
Ibaneis vai ser preso?
Não há decisão judicial nesse sentido. O pedido de prisão preventiva, bloqueio de bens e busca e apreensão foi feito pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), adversário político e reeleito em outubro com 42.331 votos (veja a lista dos distritais eleitos em 2026), em notícia-crime à Procuradoria-Geral da República. Até 30/10 não havia decisão sobre o pedido, que depende da PGR e do relator no STF, ministro André Mendonça.
O que diz a defesa de Ibaneis?
A defesa afirma que Ibaneis “não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência nas operações realizadas pelo BRB” e que o ex-presidente do banco “detinha total autonomia”. Segundo a nota, os contatos foram “naturais, institucionais e republicanos”, e Ibaneis não é interlocutor direto de Vorcaro em nenhuma mensagem do relatório.
Por que Ibaneis desistiu do Senado?
Ibaneis anunciou em 8 de julho que não disputaria o Senado. Ele disse que queria “cuidar da vida” e falou em “política tóxica” e “trairagem”, em referência ao desgaste com Celina Leão. A pré-campanha foi abalada pela crise do BRB e pelo rompimento com o grupo da governadora.
O que falta a PF dizer?
A PF pediu ao STF mais 60 dias para concluir perícias e diligências. Segundo a corporação, o relatório parcial trata só das linhas com “suporte probatório suficientemente consolidado”. Outras hipóteses, incluindo suspeitas de corrupção, seguem em apuração. Na Câmara Legislativa, o caso deve continuar na pauta de fiscalização da nova legislatura, que também acompanhará o orçamento de 2027 e os R$ 30,32 bilhões previstos do Fundo Constitucional do DF.
| Ponto | Situação em 03/11/2026 |
|---|---|
| Indiciamento de Ibaneis | Não consta entre os 15 indiciados (PF, 28/10) |
| Pedido de prisão | Notícia-crime de deputado do PT à PGR; sem decisão |
| Inquérito 5.026 | No STF, relator André Mendonça |
| Prazo da PF | Pediu mais 60 dias |
Opinião | O rombo do BRB é dinheiro do contribuinte do DF, e quem paga a conta tem direito a uma apuração completa, doa a quem doer. Mas investigação séria se faz com prova, não com palanque: pedido de prisão de adversário não é sentença. Que a PF conclua o trabalho e que cada um responda pelo que for provado.
Leia também: Ibaneis, BRB e o depoimento sobre o Master | Distritais eleitos em 2026 | Fundo Constitucional do DF 2027
Perguntas frequentes
Não. Ele não está entre os 15 indiciados do relatório parcial da PF entregue ao STF em 28/10/2026.
O deputado distrital Gabriel Magno (PT), em notícia-crime à PGR. Não é decisão judicial.
O ministro André Mendonça, relator do Inquérito 5.026.
Fontes: Polícia Federal: relatório parcial da Operação Compliance Zero; Supremo Tribunal Federal. Trechos dos relatórios, do depoimento e a nota da defesa conforme g1; notícia-crime conforme Brasil de Fato.
Por Dedé Roriz
Dedé Roriz assina a coluna Mitadas do Dedé no Política do Bem.





