Atualizado em 02/11/2026
O caso Ibaneis, BRB e Master ganhou um capítulo novo: segundo o depoimento do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa à Polícia Federal, o então governador Ibaneis Rocha (MDB) pediu, num jantar na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, que ele estruturasse a venda do banco público ao Banco Master (g1). A defesa de Ibaneis nega qualquer pressão ou ingerência.
O que Paulo Henrique Costa disse à PF sobre Ibaneis?
Segundo o depoimento, colhido pela PF em 15 de outubro e enviado ao STF, Costa foi convocado pelo gabinete do governador para um jantar na casa de Vorcaro em 24 de setembro de 2024. Lá, Ibaneis teria dito: “Paulo, estrutura uma venda do BRB para o Master”. Costa afirma que discordou e tentou convencê-lo a recuar (Estadão).
Ainda segundo o depoimento, Costa pediu aval a Ibaneis para aceitar o convite de Vorcaro para presidir uma holding que seria criada após a venda, e ouviu “tudo bem” (Estadão). Vale o registro: Costa é investigado, teve a delação rejeitada pela PGR e defende que a compra de carteiras do Master não deu prejuízo ao BRB.
O que a Polícia Federal aponta sobre o ex-governador?
Relatórios da PF enviados ao STF afirmam que Ibaneis “não se limitou ao exercício regular de suas prerrogativas” e teve atuação direta em quatro frentes: aumento de capital, estratégia de expansão do BRB, validação de decisões operacionais e articulação com agentes privados. Em 28/10, a PF indiciou 15 pessoas, entre elas Vorcaro e Costa; Ibaneis não está entre os indiciados citados (g1).
Segundo a investigação, o BRB comprou R$ 9,52 bilhões em carteiras de crédito do Master. Entenda o tamanho do estrago em Rombo do BRB com o Master: quanto perdeu e quem paga.
O que diz a defesa de Ibaneis Rocha?
A defesa afirma que Ibaneis “não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência nas operações realizadas pelo BRB”, que o ex-presidente do banco tinha total autonomia para negociar e que o contato entre os dois foi “natural, institucional e republicano”. Diz ainda que Ibaneis não aparece como interlocutor direto de Vorcaro nas mensagens (g1).
Opinião
Opinião do Dedé Roriz: depoimento de investigado não é prova, e ninguém deve ser condenado por manchete. Mas o BRB é dinheiro do contribuinte do DF, e quem paga a conta merece transparência total: os documentos, as datas e quem decidiu o quê. Que a investigação vá até o fim, com direito pleno de defesa.
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Fontes oficiais: Polícia Federal · STF · BRB – Relações com Investidores.
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Dedé Roriz assina a coluna Mitadas do Dedé no Política do Bem.





